quinta-feira, 29 de outubro de 2026

‘Silêncio dos neurônios’ pode ajudar a prever e evitar crises epilépticas


 Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu que o cérebro apresenta uma pausa prolongada na atividade neuronal logo antes de uma crise epiléptica. Além de comprovar que essa “calmaria” funciona como um marcador confiável para prever a ocorrência de convulsões, o estudo sugere que é possível intervir nesse exato momento, reduzindo significativamente a duração das crises epilépticas.

A descoberta, divulgada na revista Scientific Reports, traz novas perspectivas para o tratamento da epilepsia, uma doença neurológica caracterizada por descargas elétricas anormais e excessivamente sincronizadas no cérebro, que causam convulsões e podem comprometer funções físicas e cognitivas. O distúrbio afeta cerca de 52 milhões de pessoas no mundo.

“Esse silenciamento dos neurônios já havia sido observado em outros estudos, mas pudemos confirmá-lo tanto em pacientes quanto em modelos computacionais. A partir disso, conseguimos entender como a dinâmica lenta dos canais de potássio [estruturas na membrana celular que funcionam como freios para a excitabilidade elétrica do neurônio] está ligada à sincronização neuronal exacerbada e descrever a atividade elétrica dos neurônios antes e durante as crises. Com isso, foi possível explicar como o padrão neural se forma e propor sua utilização como biomarcador confiável para prever convulsões”, explica Fernando da Silva Borges, pesquisador colaborador da Universidade Federal do ABC (UFABC) e coautor do artigo.

Nas simulações computacionais, o uso do silêncio neuronal como biomarcador para intervenções anticonvulsivas (como a aplicação do estímulo elétrico) promoveu uma redução de até 93% na duração das crises, delineando um caminho promissor para terapias de neuromodulação personalizadas no futuro.

O trabalho envolveu pesquisadores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), da Universidade de São Paulo (USP), da UFABC e da Universidade Estadual de Nova York (Estados Unidos), com apoio da FAPESP, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.

Nova abordagem terapêutica

Embora existam mais de 30 medicamentos já aprovados para o tratamento da epilepsia, dados da literatura científica indicam que entre 30% e 40% dos pacientes não respondem à terapia farmacológica (epilepsia refratária). Nesses casos, uma das alternativas tem sido uma técnica conhecida como estimulação cerebral, que consiste em modular os impulsos elétricos dos neurônios por meio de eletrodos implantados na cabeça ou em vias nervosas responsáveis por levar os sinais e impulsos elétricos do corpo em direção ao cérebro e à medula espinhal central (os chamados nervos aferentes).

Com a descoberta do silenciamento neuronal que precede a crise convulsiva, os pesquisadores pretendem unir um tipo de dispositivo e um tratamento já existentes em uma mesma estratégia e, com isso, prever e intervir antes que a tempestade neuronal aconteça.

“O silêncio neuronal antecede de 40 a 160 milissegundos uma crise epiléptica. É um tempo curto, mas suficiente para interferir de forma automatizada, disparando um estímulo elétrico antes do início da crise”, explica Borges à Agência FAPESP.

Segundo o pesquisador, já existem no mercado dispositivos – como o estimulador do nervo vago ou sistemas de feedback (que “leem” a atividade cerebral em tempo real para disparar o estímulo) – que monitoram continuamente outros sinais da crise convulsiva. “No entanto, atualmente, esses equipamentos só conseguem detectar a crise epiléptica quando ela já começou. Nossa ideia é utilizar esse tipo de dispositivo para detectar o novo biomarcador e aliar isso ao tratamento de neuromodulação, que manda sinais para um nervo que estimula o cérebro antes de a crise ocorrer”, diz.

Por meio de um procedimento pouco invasivo – a aplicação de uma pequena corrente elétrica –, o equipamento “acordaria” os neurônios antes da crise. Essa rápida ativação evita que o fluxo de potássio nas células caia a níveis críticos, impedindo a formação da tempestade elétrica. O estímulo é altamente focado: ele afeta apenas 1% dos neurônios responsáveis por excitar a atividade cerebral, o que já se mostrou suficiente para encurtar drasticamente a duração das convulsões.

“O dispositivo interviria, portanto, de forma preventiva e automatizada, utilizando a eletricidade para interromper o processo biológico que leva à crise antes mesmo de ela acontecer. Isso é um grande ganho, pois sabemos que as convulsões podem desencadear diversos tipos de sequelas. Evitar que elas ocorram é extremamente positivo para a saúde e a qualidade de vida dessas pessoas”, afirma Borges.



Fonte: Agência FAPESP

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Estudo da Mayo Clinic identifica novos alvos específicos para tratamento individualizado da epilepsia


 ROCHESTER, Minnesota — Pesquisadores da Mayo Clinic realizaram um mapa detalhado do pulvinar, uma região cerebral profunda que pode ajudar médicos a direcionarem com mais precisão terapias de estimulação cerebral para pessoas com epilepsia farmacorresistente.

Os resultados publicados no Journal of Neuroscience revelaram que regiões específicas separadas por apenas alguns milímetros se conectaram a redes completamente diferentes. A descoberta fornece um guia para o posicionamento mais preciso de eletrodos durante a estimulação cerebral profunda, um tratamento emergente para a epilepsia.

Os pesquisadores estudaram pessoas com epilepsia farmacorresistente que já receberam implante temporário de eletrodos como parte de seus cuidados clínicos. Ao aplicar pequenos pulsos elétricos a diferentes partes do pulvinar e medir as respostas do cérebro, a equipe criou um mapa que mostra como essa região, ainda pouco explorada, se comunica com o restante do cérebro.

O pulvinar é parte do tálamo , uma estrutura cerebral profunda que retransmite e coordena informações provenientes da visão, audição, tato e outros sentidos. Por estarem localizados nas profundezas do cérebro, os cientistas tiveram oportunidades limitadas de estudar como suas diferentes regiões se conectam a outras redes específicas.

“Ficamos surpresos com o tamanho, o nível de detalhe e a complexidade dessa estrutura cerebral profunda, e também com seu potencial papel na orientação de tratamentos para epilepsia”, afirma Dora Hermes Miller, Ph.D. , engenheira biomédica da Mayo Clinic e autora sênior do estudo.

Os resultados têm relevância clínica imediata e ampliam pesquisas em andamento voltados ao desenvolvimento de tratamento personalizado para pessoas com epilepsia farmacorresistente. "Já estamos usando os mapas do pulvinar para ajudar a individualizar o direcionamento da estimulação cerebral profunda do pulvinar em pacientes com epilepsia farmacorresistente, ao mesmo tempo em que continuamos estudando como esses mapas se relacionam com os estágios em longo prazo", afirma o coautor Nick Gregg, MD , neurologista da Mayo Clinic.

Por que os pesquisadores estudaram o pulvinar

Os pesquisadores refletiram sobre o potencial terapêutico do pulvinar enquanto atendiam pacientes com epilepsia farmacorresistente. Como parte de seus cuidados clínicos, os pacientes tinham eletrodos posicionados em várias regiões específicas, incluindo o pulvinar, para avaliar se a estimulação poderia reduzir as crises convulsivas.

“Quando estimulávamos o pulvinar, esperávamos observar a ativação das mesmas redes específicas em todas as graças”, afirma a Dra. Hermes. "Em vez disso, alguns pacientes apresentaram visualização de áreas visuais do cérebro, enquanto outros não. Esse achado inesperado nos levou à investigação do motivo."

Ao estudar 30 pacientes, os pesquisadores descobriram que o pulvinar não é uma estrutura única e uniforme. Em vez disso, ele contém regiões especializadas conectadas a diferentes redes envolvidas na visão, na memória, na linguagem e na atenção.

As distâncias entre essas sub-regiões do pulvinar eram notavelmente pequenas. Regiões compartilhadas separadas por apenas 3 milímetros se conectaram a redes completamente diferentes.

"Esse nível de detalhe significa que, se os neurologistas quiserem suprimir as crises convulsivas provenientes dessas áreas, é preciso posicionar os eletrodos exatamente no local correto. E esses achados fornecem um guia rumo a esse local", afirma a Dra. Hermes.

O que o estudo significa para tratamentos personalizados da epilepsia

A epilepsia afeta mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo. Cerca de um terço continua a apresentar crises convulsivas apesar do uso de medicação. Para muitos desses pacientes, a neuromodulação — um tratamento que utiliza estimulação elétrica para regular a atividade cerebral — pode ajudar a reduzir as crises convulsivas.

"Esses achados fornecem dados que possibilitam explorar a personalização das terapias de neuromodulação, direcionando-as às redes específicas de epilepsia de cada paciente", afirma Gregory Worrell, MD, Ph.D. , coautor do estudo e neurologista da Mayo Clinic.

Os pesquisadores agora investigam quais partes do pulvinar devem ser estimuladas — e em quais frequências — para controlar melhor as crises convulsivas, minimizando os efeitos colaterais.

“Nosso objetivo é tornar a terapia mais precisa, mais consistente e, em última análise, mais eficaz”, afirma o Dr. Gregg.

O estudo destaca a missão colaborativa da iniciativa Bioelectronic Neuromodulation Innovation to Cure (BIONIC) da Mayo Clinic, que reúne médicos, cientistas e engenheiros para transformar avanços na ciência do cérebro em terapias de neuromodulação personalizadas.



Fonte: Newswise

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Aos 15 anos, jovem com epilepsia rara dá os primeiros passos após avanço que parecia distante

Durante anos, uma família conviveu com uma rotina marcada por crises frequentes, atrasos no desenvolvimento e poucas respostas. A condição era tão rara que, por muito tempo, não havia um caminho claro de tratamento.

A mudança veio com uma terapia criada de forma personalizada, pensada para agir em uma alteração genética específica. O resultado trouxe um avanço que parecia improvável: a conquista dos primeiros passos independentes na adolescência.

Quem é o jovem que voltou a andar aos 15 anos?

O jovem é Connor, adolescente que nasceu com uma forma rara e grave de epilepsia ligada a uma mutação no gene SCN2A. Aos 15 anos, após receber uma terapia genética experimental feita sob medida, ele conseguiu caminhar sozinho pela primeira vez.

Antes do avanço, Connor enfrentava crises epilépticas diárias e dificuldades importantes de locomoção. A mãe, Kelley, relatou que, entre os 2 e 3 anos, ele chegou a sofrer até 50 convulsões por dia.

O diagnóstico definitivo só apareceu quando ele tinha quase cinco anos, depois de um exame de mapeamento genético do exoma. O teste identificou a mutação no SCN2A, gene importante para a transmissão elétrica entre os neurônios.

Na época, a descoberta trouxe uma resposta, mas não uma solução. A condição era considerada tão rara que não havia tratamento disponível para aquele caso.

Como funciona a terapia genética experimental?

A esperança surgiu quando a família entrou em contato com Stan Crooke, fundador da n-Lorem Foundation, organização dedicada ao desenvolvimento de terapias para doenças ultrarraras.

O tratamento foi desenvolvido com apoio de uma equipe da Universidade da Califórnia em San Diego, liderada pela neurologista pediátrica Olivia Kim-McManus.

A terapia usa oligonucleotídeos antissentido, conhecidos como ASO. Essas moléculas sintéticas são desenhadas para agir de forma precisa no material genético envolvido na doença.

No caso de Connor, a proposta foi bloquear a cópia defeituosa do gene, mantendo a cópia saudável em funcionamento. Em termos simples, o tratamento tenta reduzir o efeito da mutação sem desligar toda a função genética.

A medicação passou a ser aplicada por injeções na coluna vertebral a cada dois ou três meses. Como o tratamento não muda o DNA de forma definitiva, as aplicações precisam continuar para manter os ganhos alcançados.

Quais resultados foram observados?

Os resultados do estudo clínico foram publicados na revista Nature Medicine e indicaram avanços importantes para Connor. A frequência das convulsões caiu 26%, os problemas digestivos crônicos melhoraram e houve progresso motor.

O ponto que mais chamou atenção foi a mobilidade. Depois de passar a infância sem conseguir caminhar sozinho, Connor deu seus primeiros passos independentes aos 15 anos.

A condição ligada à mutação no SCN2A pode causar diferentes dificuldades, como:

crises convulsivas diárias;

atraso no desenvolvimento motor;

problemas de aprendizado;

limitações de locomoção;

alterações gastrointestinais graves.

O caso também mostrou que esse tipo de terapia pode alcançar funções do sistema nervoso autônomo, responsável por atividades involuntárias do corpo, como digestão e batimentos cardíacos.

Stan Crooke destacou que Connor representa a primeira demonstração de que um ASO pode atuar sobre problemas ligados ao sistema nervoso autônomo.

Por que o caso é importante para a medicina?

A história de Connor chama atenção porque envolve uma doença nano-rara, categoria que pode atingir pouquíssimas pessoas no mundo. Em situações assim, tratamentos tradicionais muitas vezes não existem, já que cada mutação pode exigir uma solução muito específica.

A terapia personalizada abre uma possibilidade diferente. Em vez de criar um medicamento amplo para milhares de pacientes, os pesquisadores desenham uma estratégia voltada ao diagnóstico genético individual.

Olivia Kim-McManus ressaltou justamente esse ponto: a terapia foi criada para o perfil genético específico do paciente. Esse tipo de abordagem pode ajudar pesquisas futuras sobre outras doenças genéticas raras que hoje ainda têm poucas opções de tratamento.

Apesar do resultado animador, os cientistas mantêm cautela. O tratamento é experimental, precisa de acompanhamento médico contínuo e não representa cura definitiva.



Fonte: O Povo
 

terça-feira, 13 de outubro de 2026

SUDEP: falar sobre o assunto é parte da prevenção


 Conhecer os fatores de risco para a morte súbita e inesperada em epilepsia incentiva a busca por tratamentos mais adequados

Muitos médicos optam por não falar sobre a SUDEP (Sudden Unexpected Death in Epilepsy) com pessoas com epilepsia. Os motivos seriam tratar-se de um evento raro, com baixo risco e que poderia causar apreensão, medo.

Porém, várias pesquisas, inclusive uma recente feita nos Estados Unidos com pessoas que têm epilepsia mostra que a maioria dos participantes gostaria de ter sido informada sobre a SUDEP ao diagnóstico ou nas primeiras consultas. E, embora um terço dos participantes afirmem que essa informação causa medo em um primeiro momento, mais de 80% deles relatam que saber sobre a SUDEP os incentiva a seguir corretamente o tratamento e a adotar hábitos saudáveis.

Portanto, entender em que circunstâncias a SUDEP ocorre e qual é o perfil de risco é importante tanto para tranquilizar aqueles que possuem crises controladas — a maioria dos casos — como para motivar aqueles com maior risco a buscar medidas de prevenção. Este é o foco do artigo a seguir.

O que é SUDEP, a morte súbita e inesperada em epilepsia?

SUDEP é a sigla para sudden unexpected death in epilepsy, ou seja, morte súbita e inesperada em epilepsia em português. Na maioria das vezes, a SUDEP ocorre durante o sono e não é presenciada. Porém, sabe-se que ela costuma ocorrer durante ou logo após uma crise tônico-clônico generalizada. Nestes casos, podem existir sinais de que a pessoa teve uma crise e não há outras patologias que expliquem o óbito.

Durante a crise convulsiva, acontece uma espécie de “curto-circuito” cerebral que pode provocar uma disfunção do sistema respiratório e/ou cardíaco. Na maior parte das ocorrências de SUDEP gravadas e documentadas, esses fatores se juntaram e levaram à morte súbita por parada cardíaca e/ou respiratória. Porém, poucos são os casos documentados e ainda há muito a ser descoberto sobre os mecanismos que levam à SUDEP.

Com que frequência ela ocorre?

Se analisarmos apenas as mortes de pessoas com epilepsia causadas diretamente pela doença, ou seja, excluindo aquelas causadas por outras patologias como câncer, pneumonia ou infarto, a SUDEP está entre as mais importantes.

Apesar de rara, a frequência é maior do que se imaginava no passado. Nos últimos anos, alguns trabalhos bem feitos de acompanhamento populacional estimam que a ocorrência possa chegar a 1 por 10.000 pacientes, com um aumento nesse índice conforme aumenta a gravidade da doença.

Fatores de risco para SUDEP

O perfil de maior risco é o de pessoas que:

Não estão com a epilepsia controlada e têm crises tônico-clônicas com frequência;

Costumam ter crises convulsivas durante a noite;

Dormem sozinhas, portanto não recebem assistência durante possíveis crises noturnas.

Não tomam as medicações adequadamente

No geral, adolescentes e adultos são os mais afetados pela SUDEP. Uma das hipóteses da menor ocorrência entre crianças é pelo fato de elas dormirem acompanhadas dos pais e receberem assistência durante as crises.

Como evitar a SUDEP?

A principal forma de prevenir a SUDEP é evitar que as crises tônico-clônicas ocorram. Por isso, a busca pelo melhor tratamento possível para a epilepsia é fundamental. Assim, tomar mais medicamentos, em maiores doses é recomendado naqueles que ainda continuam com crises fortes. Em alguns casos mais graves ou que não respondem bem à medicação, o tratamento cirúrgico também pode ser indicado, além de dietas específicas.

Além disso, é importante não apenas receber a medicação mais adequada, mas também estar atento à dosagem e regularidade do tratamento. Um estudo já revelou que a não tomada correta dos medicamentos aumenta em até três vezes as chances de ocorrência de SUDEP.

Outro fator de prevenção para pessoas com alto risco de SUDEP é a vigilância do sono. Ser assistido durante uma crise pode fazer a diferença. O simples fato de ter alguém do lado para virar a pessoa durante uma crise, cuidar para que a respiração não seja obstruída, estimulá-la e chamá-la parece ativar o cérebro e reduzir a chance dessa disfunção do sistema acontecer.

Portanto, aqui vão algumas dicas finais para a prevenção da SUDEP:

Caso você tenha epilepsia e ela não esteja controlada, procure um centro especializado para zerar as crises, ao menos as fortes;

Tome a medicação prescrita regularmente e nas doses corretas;

Se você costuma ter crises durante a noite, é fundamental ter uma maior vigilância do sono — seja através de um acompanhante no mesmo quarto, seja por meio de instrumentos como uma babá eletrônica ou aparelhos que detectam crises;

Evite os gatilhos já conhecidos para crises tônico-clônicas;

Procure adotar um estilo de vida saudável, com redução do estresse, baixo consumo de álcool e boas noites de sono.

A mensagem final é que SUDEP é rara, mas existe. Portanto, identificar os fatores de risco é muito importante. Não deve ser visto como motivo para medo, apreensão, mas para ação. O controle das crises, principalmente as tônico-clônicas, através do uso regular e correto das medicações, além de supervisão naqueles que ainda as apresentam, são fatores que sabidamente ajudam a reduzir significativamente o risco de SUDEP ao longo da vida.



Fonte: Portal da Epilepsia