quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Produção de medicamento anticonvulsivo será ampliada no Brasil

A Agência Nacional de Vigilânica Sanitária (Anvisa) concedeu autorização para que a indústria farmacêutica Hipolabor, que tem sede em Sabará (MG), inicie a produção do medicamento Fenítoina. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.
A autorização chega em um momento importante para a rede de saúde pública e a população do país, uma vez que o fármaco é bastante utilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) e se encontra em escassez no mercado. "Há, no momento, pouquíssimos laboratórios para suprir a demanda do mercado. Com a entrada da Hipolabor na produção, esperamos normalizar os estoques disponíveis", explica a gerente de novos negócios da Hipolabor, Larissa Pereira.
A Fenitoína é um anticonvulsivante fabricado em comprimidos sólidos, usado para o tratamento das crises convulsivas por traumatismo craniencefálico, secundárias e neurocirurgia. A Hipolabor já está definindo um parceiro para a importação da matéria-prima, para começar a produção e distribuição.
A Hipolabor é atualmente a maior indústria farmacêutica de Minas Gerais e líder no ranking brasileiro de fabricantes de medicamentos injetáveis. A trajetória da empresa começou em 1984, com a implantação da primeira unidade no município de Contagem (MG). Com um expressivo volume de vendas alcançado em todo o território nacional, em 1988 a empresa foi transferida para uma área maior, em Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte. Em 2001, foi inaugurada mais uma unidade, dessa vez na capital mineira.
Fonte: Estadão

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Dia Mundial da Epilepsia - 13 de fevereiro

A partir de 2015, a segunda-feira de cada segunda semana do mês de Fevereiro, passa a ter um significado diferente, quer se encontre no hemisfério norte, no hemisfério sul, a oeste ou a leste de Greenwich, tenha as crenças que tiveres, seja mulher ou homem. É o mesmo dia em todo o Mundo. É o Dia Mundial da Epilepsia e este ano.
Foi este o dia maioritariamente escolhido pelas organizações ligadas à epilepsia em todo o mundo. Na Europa, este dia era já o Dia Europeu da Epilepsia e esteve sempre muito relacionado com o Dia de São Valentim, personagem historicamente invocada pelos doentes que sofriam de epilepsia para sua protecção, surgindo como patrono da Epilepsia.
A importância de promover o conhecimento e a sensibilização pública para esta doença não pode ser subestimada.
Fonte: Atlas da Saúde

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Hospital público faz primeira cirurgia no cérebro com paciente acordado

A rede pública de saúde do Espirito Santo realizou, pela primeira vez, uma cirurgia no cérebro com o paciente acordado. A operação, que aconteceu no Hospital Central, em Vitória, é indicada a quem tem lesões próximas a áreas importantes do cérebro. Desta forma, o risco de sequelas neurológicas é reduzido.
O médico neurocirurgião e coordenador do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Estadual Central, Leandro de Assis Barbosa, explicou que só é possível fazer essa cirurgia porque existe um centro especializado em neurocirurgia.
Ele ressalta a importância se ter centros especializados no tratamento das doenças para que a população tenha acesso a recursos melhores e mais qualidade de vida.
“O recurso público tem que ser investido adequadamente e usado plenamente", afirmou. Segundo o médico, o procedimento custa cerca de R$ 100 mil reais no total.
Cirurgia
O paciente operado tinha recorrentes crises de epilepsia. A lesão dele estava próxima a áreas de controle de fala, grafia, cálculos, leitura. Por isso, foi melhor fazer a cirurgia com ele acordado.
Enquanto um médico opera, o outro fica conversando com o paciente, fazendo perguntas, pedindo para ele ler, para fazer cálculos simples. Dessa forma, o profissional que está operando consegue ter certeza de que não está afetando nenhuma dessa áreas. A cirurgia dura de 6 a 8 horas.
O paciente sai da cirurgia acordado, tem recuperação mais rápida e fica menos tempo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na maioria das vezes, o paciente se lembra da cirurgia (alguns medicamentos usados na anestesia podem provocar amnésia).
Fonte: G1

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Alemanha legaliza cannabis para uso terapêutico em doenças graves

Os deputados alemães legalizaram quinta-feira (19) por unanimidade o uso de cannabis com fins terapêuticos em casos de pacientes afetados por doenças graves e/ou em ausência de uma terapia alternativa eficaz.
Com esta lei votada pelo Bundestag, a câmara baixa do Parlamento, os médicos poderão receitar cannabis aos seus pacientes que sofram de "patologias graves" - câncer, epilepsia, esclerose múltipla - e não possam se beneficiar de "terapias alternativas", segundo o texto.
Assim, a Alemanha segue os passos de outros países europeus que legalizaram produtos à base de cannabis: Áustria, Reino Unido, República Checa, Finlândia, França, Itália, Holanda, Portugal, Romênia, Eslovênia, Espanha, Croácia e Macedônia.
Os pacientes alemães poderão obter nas farmácias, com receita médica, extrato de cannabis ou flores secas. Alguns serão autorizados também a encomendar no exterior derivados sintéticos de cannabis, como o dronabinol.
A medida, que entrará em vigor em março, permitirá uma "melhora" do tratamento de pacientes em cuidados paliativos, considerou o ministro da Saúde, o conservador Hermann Gröhe (CSU). A lei foi aclamada (19 de janeiro) quinta-feira pelos partidos de todo o espectro político.
É um grande dia", disse o deputado Rainer Hayek, do conservador CDU, partido da chanceler Angela Merkel, ressaltando que este texto "não permitirá 'fumar baseados' sob receita" e também que não significa uma legalização do uso recreativo de cannabis.
A lei também não autoriza os pacientes a cultivarem seu próprio cannabis, visto que esta prática é contrária à legislação sobre estupefacientes vigente na Alemanha, onde a posse de maconha é proibida, embora tolerada em pequenas doses.
Será criada uma agência pública para o cultivo de cannabis para uso medicinal. Até lá, a Alemanha importará a substância de outros países.
Este projeto de lei tinha sido anunciado em maio passado, depois que um paciente obteve autorização para plantar cannabis após ter demonstrado que se tratava da única substância capaz de aliviar seu sofrimento.

Fonte: G1

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Deputados incluem no orçamento apoio ao programa de prevenção da epilepsia

Uma reunião na Assembleia Legislativa, tratou da efetivação de duas leis, já aprovadas na Casa, de autoria do presidente Maurão de Carvalho (PMDB), que criam a semana estadual de estudos sobre a epilepsia e suas manifestações neuropsiquiátricas e viscerais, além da implantação do programa de prevenção à epilepsia e assistência integral às pessoas com epilepsia.
 Do encontro, participaram Maurão de Carvalho e os deputados Adelino Follador (DEM) e Dr. Neidson (PMN), junto com o presidente da Associação de Pessoas com Epilepsia do Estado de Rondônia (Aspeeron), Edmilson Barros, o procurador de justiça do Ministério Público, Edmilson Fonseca, que é coordenador do projeto Epilepsia em Debate na Sociedade, entre outros voluntários da causa.
Na audiência, ficou definida a destinação de R$ 1,5 milhões, no orçamento estadual de 2017, para a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) custear o programa, que prevê o atendimento clínico especializado em todas as unidades do sistema público de saúde, além da medicação necessária ao tratamento.
“O orçamento está sendo discutido na Comissão de Orçamento e Finanças da Casa e vamos incluir a destinação desse recurso, que é fundamental para o tratamento dessas pessoas com epilepsia”, explicou Maurão.
Para a efetivação da Semana Estadual, Fonseca pontuou que a sua realização estaria praticamente assegurada, já que a Asspeeron dispõe de profissionais e material para o trabalho. “A semana está prevista para ocorrer entre os dias 22 a 26 de março, precisamos nos mobilizar e promover este evento, com um papel de debate, de discussão e de esclarecimento muito importantes para toda a sociedade”, acrescentou.
Em Rondônia, a estimativa é de que existam entre 30 mil a 35 mil pessoas com epilepsia, cerca de 7 mil somente na capital.

Fonte: Correio de Notícias