quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Mais da metade das pessoas com epilepsia na América Latina não recebe tratamento

A epilepsia é um dos transtornos neurológicos mais comuns no mundo, afetando aproximadamente 50 milhões de pessoas – 5 milhões delas na região das Américas. No entanto, estima-se que a lacuna de tratamento na América Latina e no Caribe seja superior a 50%, o que significa que mais da metade das pessoas com essa doença não recebe atenção em serviços de saúde.
A fim de ajudar os países a elaborar programas para detectar casos e aumentar o acesso ao tratamento adequado para esse transtorno, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançou recentemente a publicação “The Management of Epilepsy in the Public Health Sector 2018” (disponível em inglês e espanhol). Atualmente, dois em cada três países não possuem um programa ou plano para atender pessoas com essa doença.
A epilepsia é um dos transtornos neurológicos mais comuns no mundo, afetando aproximadamente 50 milhões de pessoas – 5 milhões delas na região das Américas. No entanto, estima-se que a lacuna de tratamento na América Latina e no Caribe seja superior a 50%, o que significa que mais da metade das pessoas com essa doença não recebe atenção em serviços de saúde.
A fim de ajudar os países a elaborar programas para detectar casos e aumentar o acesso ao tratamento adequado para esse transtorno, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançou recentemente a publicação “The Management of Epilepsy in the Public Health Sector 2018” (disponível em inglês e espanhol). Atualmente, dois em cada três países não possuem um programa ou plano para atender pessoas com essa doença.
“As pessoas que têm epilepsia e não recebem tratamento sofrem com episódios recorrentes. Isso pode afetar seus estudos, trabalho e qualidade de vida, além de afetar suas famílias”, disse Claudina Cayetano, assessora regional da OPAS para saúde mental. “Com um diagnóstico oportuno, tratamento adequado, dieta saudável e controle do estresse, até 70% dos acometidos pela doença podem reduzir as crises e levar uma vida plena e ativa”, acrescentou.
Nos últimos anos, os países fortaleceram a atenção às doenças crônicas não transmissíveis, entre elas, a epilepsia. Mesmo assim, o atendimento de pessoas com essa condição ainda está longe de ser satisfatório. Isso se deve, entre outros fatores, a um déficit de profissionais médicos capacitados; à indisponibilidade de medicamentos, particularmente no nível da atenção primária de saúde (APS); e à falta de informação e educação sobre a epilepsia, tanto para as pessoas com esse transtorno e suas famílias, quanto para a comunidade como um todo.

Melhorar o acesso a medicamentos

Quatro medicamentos antiepilépticos são essenciais para o tratamento da doença. A maioria dos países da América Latina e do Caribe possui esses medicamentos, mas apenas em serviços especializados. Isso significa que o acesso a essas drogas é limitado ou inexistente nos serviços de atenção primária de saúde.
A publicação explica que o fornecimento de medicamentos antiepilépticos básicos nos cuidados primários é uma forma crucial, eficaz e de baixo custo de abordar a questão, especialmente porque, na maioria dos casos, os episódios podem ser controlados por meio do tratamento com apenas um dos fármacos básicos (monoterapia).
A OPAS conta com o Fundo Estratégico, mecanismo de cooperação com os países para promover o acesso a medicamentos de qualidade e suprimentos essenciais de saúde pública a preços acessíveis. Os Estados-membros podem utilizá-lo para adquirir medicamentos antiepilépticos a preços melhores, um fator que aumenta sua disponibilidade e reduz as lacunas no acesso ao tratamento.

Fortalecimento da atenção primária para detectar e tratar casos

A OPAS, que é o escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, considera a doença um problema de saúde pública prioritário e apoia melhorias na resposta do setor da saúde, particularmente quanto à identificação, manejo e monitoramento da epilepsia na atenção primária de saúde.
A OMS recomenda a integração do manejo da epilepsia na atenção primária à saúde, considerando que diagnóstico da doença é essencialmente clínico e pode ser realizado por médicos não especialistas treinados na identificação e manejo de casos não complexos, que respondem pela maioria.
O guia também oferece recomendações para a implementação de estratégias de prevenção da epilepsia, como a promoção da gravidez e do nascimento sem riscos, a prevenção dos traumatismos cranioencefálicos e acidentes vasculares cerebrais, bem como o aumento da sensibilização e do público.
O trabalho dos países da região para combater esta doença ganhou força em 2011, quando o Conselho Diretivo da OPAS adotou uma estratégia para melhorar a resposta do setor da saúde. Em 2015, a Assembleia Mundial da Saúde também reconheceu a carga da epilepsia e a necessidade de os países tomarem medidas coordenadas para lidar com suas consequências.
A nova publicação, que se soma a esses esforços, foi submetida à consulta de um grupo de profissionais da Liga Internacional Contra a Epilepsia (ILAE) e do Bureau Internacional para a Epilepsia (IBE), assim como de especialistas da Liga Chilena contra a Epilepsia e da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional Autônoma de Honduras, ambas centros colaboradores da OPAS/OMS.

Sobre a doença

A epilepsia é uma doença neurológica crônica que afeta pessoas de todas as idades no mundo todo. É caracterizada por crises recorrentes, que podem durar entre poucos segundos e alguns minutos. Suas causas são múltiplas.
Em alguns casos, há um viés genético, mas outras causas incluem danos cerebrais causados por lesões pré-natais ou perinatais; anomalias congênitas ou malformações cerebrais; traumatismos cranioencefálicos; acidentes cerebrovasculares; infecções como meningite, encefalite e neurocisticercose; e tumores cerebrais. Em cerca de metade de todos os casos de epilepsia, a causa não pode ser determinada.

Epilepsia em números

– 50 milhões de pessoas no mundo têm epilepsia; 5 milhões delas vivem na região das Américas.
– A epilepsia é responsável por 0,5% da carga global de doenças. 80% dessa carga corresponde aos países em desenvolvimento.
– 2 milhões de novos casos ocorrem todos os anos no mundo.
– O número de novos casos nos países em desenvolvimento é o dobro do registrado nos países desenvolvidos.
– As taxas de mortalidade entre pessoas com epilepsia são mais altas do que as da população geral.
– A taxa de mortalidade por epilepsia na América Latina e no Caribe é de 1,04 por 100 mil habitantes, superior a 0,50 nos Estados Unidos e no Canadá.
– 70% das pessoas afetadas podem ser tratadas com medicamentos básicos. Apenas 10% dos casos requer uma abordagem especializada com dieta ou cirurgia.
– Cerca de 20% dos casos complexos não respondem ao tratamento.
– Estima-se que, se a cobertura do tratamento com medicamentos antiepilépticos for estendida para 50% dos casos, a atual carga global da doença seria reduzida entre 13% e 40%.
– Dois terços dos países da América Latina e do Caribe não possuem um programa para o atendimento integral de pessoas com epilepsia.
– 80% dos países da região não possuem legislação apropriada sobre a doença.

ONUBR

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Informação para todos os meus seguidores da página do google +

Recebi um email da equipe do Google + no dia 03 de fevereiro, informando a desativação das contas pessoais do Google+ marcada para 2 de abril de 2019, gostaria de informar a todos os meus seguidores que fazem parte da página do google +, que todos poderam seguir o meu blog, se inscrevendo na opção "seguidores", abaixo de "Acese os Arquivos", com a mesma conta que já possuem do gmail.

Infelismente já não esta sendo mais possivel enviar automaticamente as matérias do blog para a página do google + para que possam ter acesso ao contéudo pela página, apesar desta mudança que vai ocorrer, isso não mudará as postagens como sempre foram colocadas no blog todas as quintas-ferias de cada semana e também já não consta na página do blog a opção que apresentava todos os seguidores da página do google +, mas ainda esta no meu perfil do google + o número de seguidores e que vocês continuem tendo acesso ao contéudo pela importância do tema que ainda necessita de apoio e informção para que a sociedade se conscientize e mude a forma como ainda é vista a epilepsia em nosso dia a dia.


Agradeço a todos vocês.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Curso internacional que capacita pediatras em epilepsia terá duas novas edições em 2019 no Brasil

Duas novas edições do curso Pediatric Epilepsy Training (PET, em inglês), que visa o treinamento de pediatras em epilepsia, ocorrerão em 2019: a primeira acontecerá em Cuiabá (MT), em março; e a segunda será realizada em abril na cidade de Petrolina (PE), com o apoio da Sociedade de Pediatria de Pernambuco (Sopepe).
O curso –  desenvolvido pela British Pediatric Neurology Association (BPNA) é baseado em aulas teóricas e workshops e capacita 32 profissionais por edição. “Há mais de 10 anos, quando os britânicos perceberam que a maioria das crianças com epilepsia eram atendidas por pediatras e não por neuropediatras com formação específica para a condução desses pacientes, resolveram criar o PET para treinamento de pediatras e, assim, melhorar o nível de assistência primária e secundária às crianças com epilepsia”, explica dra. Marilisa Guerreiro (Unicamp), coordenadora dos cursos PET no Brasil.
PREVALÊNCIA - De acordo com dra. Marilisa, no Brasil, estima-se que um total de cerca de mil neuropediatras, que recebem boa formação em epilepsia, e ao menos 17 mil pediatras com capacitação insuficiente durante a residência médica. Para ela, esses números mostram a necessidade de que um curso como PET seja difundido e que possa atingir todas as regiões do nosso país, inclusive por conta da prevalência da doença, que atinge de 1 a 2% da população.
“Praticamente todos os pediatras acabam se deparando com esses casos para os quais a sua formação muitas vezes foi insuficiente. A ideia do PET é preencher essa lacuna de formação do pediatra geral. Melhorando a capacitação profissional há melhora também no nível assistencial, o que já foi mensurado e demonstrado na Grã-Bretanha”, destaca.
CAPACITAÇÃO – O PET foi desenvolvido pela BPNA, mas recebeu o endosso formal da ILAE (International League Against Epilepsy). O curso já foi implantado em outros países de língua inglesa, como Índia e Nova Zelândia, e em outros onde a comunidade médica utiliza o inglês como língua oficial, como África do Sul, Arábia Saudita, Sudão, Emirados Árabes Unidos, Quênia, Gana, Tanzânia e Uganda.
“No Brasil, o capítulo da ILAE chama-se LBE (Liga Brasileira de Epilepsia). É em nome da LBE que estamos implantando o PET aqui. No Brasil, em julho deste ano, foi lançado o PET1, totalmente traduzido para o português. Os demais módulos ainda não foram traduzidos. Está em andamento a tradução do PET1 para o espanhol para permitir a implantação do curso em países da América Latina”, acrescenta dra. Marilisa.
A coordenadora adianta que o PET1 em português será levado em setembro de 2019 para Angola, por solicitação da ILAE e da ICNA (International Child Neurology Association). Segundo relatou, em junho desse ano, cinco profissionais da BPNA vieram à São Paulo e treinaram sete neuropediatras com expertise em epilepsia, que são chamados de epileptologistas. “O PET1 já foi ministrado em São Paulo quando fomos supervisionados pelo staff da BPNA. Poucos meses depois ministramos o PET1 para 32 participantes no Recife”, comemora.
MÓDULOS – Voltado aos pediatras em todos os níveis, sejam residentes ou especialistas, o PET é composto por três módulos: o PET1, que trata de forma abrangente vários temas, tais como diagnóstico diferencial entre crises epilépticas e não-epilépticas, o que são e como conduzir crises epilépticas e crises febris; e as primeiras noções terapêuticas em situação aguda e crônica; PET2, que aprofunda os aspectos do diagnóstico e o tratamento em crianças mais jovens; e o PET3, com aprofundamento dos mesmos aspectos em crianças mais velhas e adolescentes.
O PET1 tem a duração de aproximadamente 9 horas (das 8h às 17h) e é ministrado em um único dia. Os outros dois módulos (PET2 e PET3) são ministrados em dois dias subsequentes cada um deles, ou seja, tanto o PET2 quanto o PET3 têm a duração de dois dias cada um. Ao final do treinamento, o participante receberá um certificado internacional emitido pela BPNA.
Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Ciclo de Palestras Sobre EPILEPSIA 2019

Ciclo de Palestras Sobre EPILEPSIA 2019



EPILEPSIA E TRATAMENTOS


Evento GRAUITO  aberto ao público


Palestras dirigidas a profissionais, estutandes, pessoas com epilepsia, familiares e interessados pelo tema.

Certificado de participação aos presentes.

Transmissão ao vivo em nossa página:  FACE LIVE / Associação Brasileira de Epilepsia









Data: 12 de fevereiro de 2019

Das 18:30 ás 20h00

Palestrante: Dra. Elza Márcia Targas Yacubian

Professora Adujnto Livre-Docente do Departamento de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo.

Local: Anfiteatro José Cassiano de Figueiredo ( UNIFESP)

Rua Botucatu, 862, Vila Clementino- São Paulo (SP)

(Próximo as estações do metrô Santa Cruz e Hospital São Paulo)





quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Pulseira avisa sobre ataques noturnos de epilepsia

Uma pulseira de alta tecnologia, desenvolvida por cientistas da Holanda, detectou 85% de todas as crises epilépticas severas noturnas. Essa é uma pontuação muito melhor do que qualquer outra tecnologia atualmente disponível.
Os pesquisadores acreditam que a pulseira, batizada de Nightwatch (vigilante noturno, em tradução livre), poderá reduzir o número mundial de fatalidades inesperadas em pacientes com epilepsia.
A condição conhecida como "morte súbita inesperada na epilepsia" (SUDEP na sigla em inglês) é uma das principais causas de mortalidade em pacientes com essa condição. Pessoas com deficiência intelectual e epilepsia grave resistente à terapia podem chegar a ter um risco de 20% ao longo da vida de morrer nesses ataques. Embora existam várias técnicas para monitorar os pacientes à noite, nem todos os ataques são detectados.
Por isso, um consórcio de pesquisadores se uniu para desenvolver uma tecnologia alternativa, que tomou a forma de uma pulseira que reconhece duas características essenciais dos ataques graves de epilepsia: batimentos cardíacos anormalmente acelerados e movimentos bruscos de sacudir. Nesses casos, a pulseira envia um alerta sem fio para cuidadores ou enfermeiras ou pode disparar um alarme.

Pulseira para monitorar epilepsia

Os testes envolveram 28 pacientes epilépticos com deficiência intelectual, monitorados em uma média de 65 noites por paciente. Os pacientes também foram filmados para verificar se havia algum alarme falso (falso positivo) ou se a pulseira estaria perdendo algum ataque (falso negativo).
Essa comparação mostrou que a pulseira detectou 85% de todos os ataques graves e 96% dos mais graves (convulsões tônico-clônicas), o que é uma pontuação particularmente alta.
A Dra Johan Arends, coordenadora do consórcio, afirma que a Nightwatch poderá ser usada por pacientes adultos, tanto em instituições quanto em casa. Ela espera que isso possa reduzir o número de casos de SUDEP em dois terços, embora isso também dependa de quão rapidamente e adequadamente os provedores de cuidados ou cuidadores informais respondam aos alertas emitidos pela pulseira.
A tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores de Centro de Epilepsia de Kempenhaeghe, Universidade de Tecnologia de Eindhoven, Universidade de Utrecht e Fundação para Instituições de Epilepsia, todas na Holanda.

Fonte: Diário da Saúde