quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sobrepeso na gravidez está associado a maior risco de epilepsia, diz estudo

A obesidade e o sobrepeso durante o primeiro trimestre de gravidez estão associados a um maior risco de ter uma criança com epilepsia, disseram pesquisadores segunda-feira (3 de abril).
O estudo foi baseado em dados de 1,4 milhão de crianças na Suécia, e foi publicado na revista Journal of the American Medical Association (JAMA) Neurology.
O aumento do risco de epilepsia em uma criança é proporcional a quão acima do peso a mãe estava no início da gravidez, segundo a pesquisa liderada por Neda Razaz, do Instituto Karolinska em Estocolmo, na Suécia.
"O risco de epilepsia aumentou 11% em crianças de mães com excesso de peso" cujo índice de massa corporal (IMC) estava entre 25 e 30, disse o estudo, que constatou que, das 1,4 milhão de crianças nascidas entre 1997 e 2011 na Suécia, 0,5% (7.592 crianças) foram diagnosticadas com epilepsia até 2012.
O IMC é calculado dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em centímetros) elevada ao quadrado. As pessoas que têm essa taxa entre 18,5 e 24,9 são consideradas dentro do peso ideal.
Mulheres que eram obesas, com um IMC de 30 a 35, tiveram um aumento de 20% no risco de ter um filho com epilepsia em comparação às mães com o peso normal.


Para as mulheres com um IMC de 35 a 40 o risco aumentou 30%, e para as grávidas com obesidade mórbida o risco era 82% mais elevado do que o das mães que estavam dentro do peso recomendado.
Risco alto de epilepsia
O estudo, baseado em questionários, não se aprofundou nas causas do risco aparentemente mais alto de epilepsia, que podem incluir fatores genéticos e ambientais.
Os pesquisadores acreditam que o excesso de peso ou a obesidade durante a gravidez podem levar a um maior risco de lesão cerebral em bebês, ou que a inflamação induzida por obesidade pode afetar o neurodesenvolvimento.
"Visto que o sobrepeso e a obesidade são fatores de risco potencialmente modificáveis, a prevenção da obesidade em mulheres em idade reprodutiva pode ser uma importante estratégia de saúde pública para reduzir a incidência de epilepsia", disse o estudo.
Uma pesquisa feita na Dinamarca e publicada no ano passado pela Academia Americana de Pediatria descobriu que quando as mulheres tinham um IMC mais alto antes de engravidar, os seus filhos enfrentavam um maior risco de paralisia cerebral.

Fonte: N10 UOL



quinta-feira, 13 de abril de 2017

Hospital Universitário irá oferecer exames de alta complexidade a pacientes com epilepsia

Semana passada foi realizada a assinatura do Termo de Compromisso de Convênio entre a Secretaria de Saúde e a Universidade Federal de Santa Catarina para a reativação do serviço de Neurofisiologia do Hospital Universitário (HU), responsável pelo tratamento de pacientes com epilespia. A partir da reforma da unidade, que deve ser concluída até o segundo semestre, o HU começa a oferecer exames de alta complexidade aos pacientes com epilepsia. 

Atualmente, mais de 120 pacientes com epilepsias de difícil controle são atendidos mensalmente no ambulatório do HU. Eles vêm de várias partes do Estado e aguardam o exame de vídeo eletroencefalograma (vídeo EEG). Com a reforma, a unidade será a única de Santa Catarina a oferecer esse exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A professora-adjunta e chefe do serviço de Neurologia do Hospital Universitário da UFSC, Katia Lin, explica que são poucos os centros no país que oferecem esse tipo de avaliação especializada para a cirurgia de epilespsia:

— Nossa equipe conseguiu através de verba de pesquisa R$ 4 milhões em equipamentos. Eles estão há dois anos dentro de caixas aguardando a reforma. Então já temos equipamentos, recursos humanos, só falta a reforma da unidade _ destaca.

Ela diz que há quatro anos, a cirurgia aos pacientes com epilepsia era feita no Hospital Governador Celso Ramos, onde foram realizados 87 procedimentos. Nos últimos anos, os pacientes eram encaminhados a outros Estados para fazer os exames e cirurgia, acrescenta:

— Uma vez que o paciente recebe o diagnóstico, 70% terão um controle satisfatório da doença com a medicação e levam uma vida normal. Os demais mesmo com uso de medicamento continuam tendo crise, esses precisam buscar outras formas de tratamento e o principal seria o cirúrgico. Nos últimos anos, os pacientes eram enviados a outros Estados para fazer a avaliação pré-cirúrgica e a cirurgia. 

A superintendente do Hospital Universitário, Maria de Lourdes Rovaris, explica que estão providenciando a documentação necessária para desencadear os processos licitatórios. A expectativa é começar as obras em até 40 dias e então concluir a reforma em três meses. Com isso, a partir do segundo semestre deste ano já poderiam começar os exames de alta complexidade aos pacientes com epilepsia. 
A Secretaria de Saúde informa que desde 2014, o atendimento a pacientes com epilepsia foi transferido do Hospital Celso Ramos para o HU/UFSC devido a alta demanda da unidade, referência em politraumatizados. A pasta irá investir R$ 350 mil na adequação e ampliação do espaço no Hospital Universitário. 
O que é
A epilepsia é caracterizada por intensas descargas elétricas no sistema nervoso central, resultando em convulsões com manifestações involuntárias no comportamento, no controle muscular, na consciência e na sensibilidade do indivíduo. É a doença neurológica mais comum, com um estimativa de que, no Brasil, cerca de 4 milhões de pessoas sofram do transtorno. Sabe-se que uma média de 70% dos pacientes melhoram com tratamento adequado. No entanto, 30% desenvolvem a condição de difícil tratamento medicamentoso, necessitando de cuidados ao longo da vida. 
No Estado, a estimativa é que 150 mil pessoas tenham epilepsia, destes, 50 mil de difícil controle. 
Fonte Diário Catarinense

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Argentina aprova uso medicinal da maconha

O Senado da Argentina aprovou na quarta-feira (29 de março) o projeto que aprova o uso medicinal da maconha no país. O texto já tinha obtido sinal verde da Câmara dos Deputados em novembro de 2016. A informação é da Agência EFE.
A proposta, que garante a certos pacientes o acesso ao óleo de cannabis, habilitando a importação até que o governo esteja em condições de produzi-lo, foi aprovada por unanimidade pelos 58 senadores argentinos.
Defendido por organizações civis como Mamá Cultiva, integrada por mães cujos filhos precisam do óleo de cannabis para aliviar os efeitos de suas doenças, o projeto autoriza que a maconha seja produzida por vários órgãos científicos estatais, com fins de pesquisa, mas não permite o cultivo particular.
"Agora temos um marco legal no uso para a pesquisa, tratamento e produção de cannabis medicinal. Não havia nada na Argentina e foi o que nós, como mães e organização, buscamos", disse à imprensa no Congresso Ana María García, presidente da organização Cannabis Medicinal Argentina (Cameda).
Com essa aprovação, a Argentina se une a outros países latino-americanos como a Colômbia, o Uruguai e o Chile, que já contam com medidas que regulam o uso terapêutico da maconha.
"Estamos muito contentes. É preciso continuar construindo conhecimento a respeito do que falamos sobre cannabis medicinal", acrescentou Ana María, médica e mãe de uma jovem de 24 anos que tem epilepsia refratária.
"É preciso entender que isso, como uso medicinal, já está validado para a dor oncológica, a dor neuropática, a esclerose múltipla. É preciso pensar que há 30% de epilepsias que não respondem à medicação", afirmou.
Após longa sessão, na qual também foram tratados outros assuntos, os senadores decidiram aprovar a iniciativa sem debate prévio, já que o projeto já havia recebido amplo tratamento e consenso em comissões legislativas.
Uma vez que o Estado possa produzir a substância, terão prioridade os centros que integram a Agência Nacional de Laboratórios Públicos.
Além disso, a lei, que deverá agora ser regulamentada, autoriza o cultivo de cannabis por parte do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas e do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária com fins de pesquisa e para elaborar a substância destinada aos tratamentos.
"É o que fomos decidindo, em princípio. Com 50 anos de proibição, é uma lei de começo, depois vamos construir tudo", ressaltou a presidente da Cameda, lembrando que, apesar de várias províncias já contarem com legislação na matéria, esta é a primeira vez que se aprova uma norma assim em âmbito nacional.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 30 de março de 2017

Terceira edição do Purple Day Brasília reúne familiares e pessoas com epilepsia no Parque da Cidade

3ª edição do Purple Day Brasília. Realizado pela ONG Viva Além das Crises e pela Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Epilepsia da Câmara Legislativa.

Neste domingo de manhã (26), o deputado Delmasso (Podemos), participou  da 3ª edição do Purple Day Brasília. Realizado pela ONG Viva Além das Crises e pela Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Epilepsia da Câmara Legislativa, o Dia Mundial de Conscientização aconteceu no estacionamento do parque Ana Lídia, no Parque da Cidade. A data celebrada anualmente em 26 de março surgiu para dar visibilidade às dificuldades que as pessoas com epilepsia e seus familiares enfrentam no dia a dia, propondo uma conscientização e combate ao preconceito.

Danielle Delmasso, que tem uma filha com epilepsia, falou sobre a importância do Purple Day. “A epilepsia não é contagiosa. As pessoas não precisam ter medo”, afirmou

Presidente da ONG Viva Além das Crises, Danielle Delmasso, que tem uma filha com epilepsia, falou sobre a importância do Purple Day. “No dia 26 de março fazemos essa mobilização mundialmente, com o objetivo de mostrar para a pessoa que tem epilepsia que ela não está sozinha. A epilepsia não é contagiosa. As pessoas não precisam ter medo”, afirmou.
O secretário de Saúde Humberto Fonseca esteve no evento e falou em prol da causa. “A epilepsia é relativamente comum. Ela causa crises convulsivas e por isso as pessoas se sentem amedrontadas. A condição não é contagiosa. A população precisa conhecer mais para não ter preconceito”, disse.
iniciativa de Delmasso, que tem lutado pelos Direitos da Pessoa com Epilepsia. A Lei n° 5625/2016, que inclui o canabidiol na lista de medicamentos distribuídos gratuitamente na rede pública de saúde é de autoria do parlamentar. O benefício agora integra o Programa de Prevenção à Epilepsia e Assistência Integral às Pessoas com Epilepsia no Distrito Federal . “Esse ativismo do deputado em relação à causa é muito bonito. Foi uma honra receber esse convite para estar aqui e ver de perto esta luta”, finalizou.
O deputado Rodrigo Delmasso destinou R$ 178.00,00, através de emenda parlamentar, para a compra de todos os medicamentos que visam atender os pacientes com epilepsia.
Delmasso também a cartilha com o tema: “Epilepsia, Viva sem preconceito”, que ensina que epilepsia não é contagioso e a como ajudar as pessoas durante uma crise. Em sua fala, o parlamentar afirmou que em abril vai começar a realizar campanhas nas escolas com palestras para professores e alunos, que serão realizadas pela Frente Parlamentar e pela ONG Viva Além das Crises. “Nós vamos nas escolas e nos bairros entregar as cartilhas e mostrar que o preconceito é contagioso, a epilepsia não”, disse.

178.00,00, através de emenda parlamentar, para a compra de todos os medicamentos que visam atender os pacientes com epilepsia. Delmasso também já adiantou que na próxima 3ª feira vai protocolar o Projeto de Lei que institui a Política Pública de Trabalho, Emprego e Renda para pessoas com Epilepsia no DF. Segundo Delmasso, essa política visa desmistificar que a pessoa com eplipesia não pode trabalhar. “Em algumas situações, a pessoa não pode trabalhar mesmo, mas em muitos casos, ela pode ser produtiva. Muitas vezes, o preconceito impede a pessoa com epilepsia de conseguir um emprego. Por isso, esse projeto será uma grande vitória para as famílias e pacientes”, comemorou.
Alaíde, paciente com epilepsia, contou que já sofreu preconceito dentro de ônibus e na própria família. “Já passei por muito preconceito. Sofri muito! Há 20 anos era muito diferente. Hoje fazemos palestras nas escolas e eu estou muito bem. Nunca mais tive crises. Eu não poderia faltar a um evento como esse”, relatou.
O evento contou a participação de uma equipe do SAMU, que palestrou e demonstrou como se deve socorrer um paciente durante uma crises epilética.  Uma equipe da CAESB também deu suporte oferecendo água aos participantes.


Fonte: O Democrata
 








quarta-feira, 22 de março de 2017

Cientistas usam eletricidade para sincronizar cérebro e melhorar memória

Pesquisadores do Imperial College de Londres descobriram que a aplicação de uma corrente de baixa tensão sobre a cabeça pode melhorar a memória de trabalho de curto prazo.
A equipe descobriu que aplicar uma corrente elétrica fraca através do couro cabeludo ajudou a alinhar diferentes partes do cérebro, sincronizando suas ondas cerebrais e permitindo que eles mantenham a mesma batida.
Na pesquisa, realizada em colaboração com o University College de Londres, os cientistas usaram uma técnica chamada estimulação transcraniana de corrente alternada (TACS) para manipular o ritmo normal do cérebro.
A equipe usou a técnica para direcionar o estímulo a duas regiões do cérebro, o giro frontal médio e o lóbulo parietal inferior, que são conhecidos por estarem envolvidos na memória de trabalho.
Dez voluntários realizaram tarefas de memória que aumentavam de dificuldade, enquanto recebiam a estimulação. A frequência foi realizada de forma não sincronizada, ou seja, em momentos diferentes nas partes do cérebro, ao mesmo e também como uma "explosão rápida".
Nas experiências de memória de trabalho, os participantes olharam para uma tela em que os números brilharam e tiveram de se lembrar se um número era o mesmo que o anterior, ou no caso do julgamento mais difícil, se o número atual correspondia ao que tinha sido visto em duas imagens antes.
Os resultados mostraram que quando as regiões do cérebro foram estimuladas em sincronia, os tempos de reação nas tarefas de memória melhoraram, especialmente no exercício mais difícil de memorizar duas sequências de números.O melhor resultado apareceu quando as duas ondas tiveram o mesmo ritmo e ao mesmo tempo..
Usando uma ressonância magnética a equipe conseguiu visualizar as mudanças na atividade que ocorrem durante a estimulação, com a corrente elétrica modulando o fluxo de informações.
Os pesquisadores esperam que a técnica possa ser usada em pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral ou que têm epilepsia. O próximo passo é verificar se a estimulação cerebral funciona em pacientes com lesão cerebral, em combinação com imagens onde a comunicação de longo prazo do cérebro foi prejudicada.

Fonte: Cérebro e Mente - Notícias Ciência e Saúde