quarta-feira, 21 de junho de 2017

Capacitação em Epilepsia reunirá agentes de saúde de seis Municípios

Após reunir mais de 300 pessoas em Ji-Paraná, o Programa de Capacitação sobre Epilepsia, destinado a agentes comunitários de saúde, será realizado na próxima sexta-feira (23/06), no Município de Jaru, com a participação de profissionais de Theobroma; Governador Jorge Teixeira; Vale do Anari; Vale do Paraíso e Teixeirópolis. O evento está previsto para ocorrer às 9h, no Auditório da Associação Comercial e Industrial.
A atividade é uma iniciativa do Ministério Público de Rondônia, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), e consiste em um programa de capacitação a agentes de saúde de todo o Estado, mediante a realização de palestras em municípios polos. Pacientes e familiares também são convidados a participar.
A capacitação é mais uma etapa do projeto ‘Epilepsia em Debate na Sociedade’, desenvolvido pelo MP, por meio do Centro de Apoio Operacional da Saúde (CAOP-Saúde), sob a coordenação do Procurador de Justiça Edmilson José de Matos Fonseca.

Ji-Paraná
Realizada no último dia 09, a palestra em Ji-Paraná marcou o início do programa de capacitação. Cerca de 320 profissionais, dentre os quais 221 agentes de saúde, compareceram ao evento. Na ocasião, foram repassadas informações sobre os sintomas e as formas de tratamento para a epilepsia.
Ainda durante a palestra, os presentes foram instruídos quanto ao atendimento primário de pessoas com a doença e prestação de socorro em casos de crise convulsiva epilética.
A palestra foi ministrada pelo coordenador do Projeto, Procurador de Justiça Edmilson Fonseca. A programação incluiu, ainda, uma mesa de debates com a participação do médico do município, Félix Renan, dentre outros profissionais locais. Também estiveram presentes, o Gerente Regional de Saúde, Ivo da Silva, e a Coordenadora do Programa de Saúde na Escola, Rebeca Zorek.

Caléndário
No dia  07 de julho, o Programa de Capacitação sobre Epilepsia está previsto para ocorrer no Município de São Francisco do Guaporé, com a participação de profissionais de Costa Marques. No dia 21 de julho, o Município de Cacoal recebe a iniciativa. Devem comparecer, também, profissionais de Ministro Andreazza; Pimenta Bueno; Primavera do Oeste; São Felipe e Espigão do Oeste.
Em 18 de agosto, será a vez do Município de Vilhena. Lá, a palestra reunirá o público de Chupinguaia; Colorado do Oeste; Cabixi; Cerejeiras e Pimenteiras do Oeste.
Já no dia 15 de setembro, o programa de capacitação chega ao município de Ariquemes, com a presença de profissionais de Cujubim; Rio Crespo; Alto Paraíso; Cacaulândia; Machadinho do Oeste; Monte Negro; Campo Novo e Buritis.
No dia 06 de outubro, a ação segue para Rolim de Moura, onde reunirá o público de Alta Floresta; Alto Alegre dos Parecis; Castanheira; Novo Horizonte; Nova Brasilândia; Santa Luzia; Seringueiras; Parecis e São Miguel do Guaporé.
A última fase do programa ocorrerá em novembro deste ano. No dia 10, em Guajará-Mirim, com a presença de profissionais de Nova Mamoré, e, dia 24, em Porto Velho, ocasião em que serão contemplados públicos de Candeias do Jamary e Itapuã do Oeste.

Fonte: Rondônia ao vivo

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Paciente adquire epilepsia grave após demora no diagnóstico de meningite e processa prefeitura

O servidor público Jaspion da Conceição Oliveira Moraes quer indenização de R$ 1.194.496,00  da prefeitura de Campo Grande, após adquirir um tipo grave de epilepsia. Segundo a defesa da vítima, o descaso e a  demora no diagnóstico da meningite em uma Upa (Unidade de Pronto Atendimento) causou o problema, que o debilitou para o resto da vida.
Conforme os advogados, em outubro de 2016, Jaspion procurou a Upa Moreninhas reclamando de febre, dor na cabeça e pescoço. Na ocasião, ele foi diagnosticado com amidalite e medicado com benzetacil.
Porém, poucas horas depois, o paciente retornou a mesma unidade, com febre de 38ºC, dores de cabeça, garganta, articulações, olhos, dor epigástrica e ocorrência de regurgitação de suco gástrico para dentro do esôfago. A medicação, no entanto, foi mantida e o paciente liberado.
Às cinco da manhã do dia seguinte, o servidor tornou a passar mal, foi medicado com mais doses de benzetacil, porém não melhorou.
Jaspion retornou à UPA mais três vezes, sendo liberado novamente sem sequer um pedido de exame para constatar a doença, sempre com o quadro clínico mais agravado.
Na última vez em que se consultou na unidade, ele reclamou da demora no atendimento, momento em que teria sido ofendido por funcionários da UPA. Nesse momento, Jaspion decidiu ir ao 4º DP, nas Moreninhas, registrar queixa. Porém, ao relatar o caso à autoridade ele desmaiou e teve convulsões.
Após mais uma passagem na UPA Moreninhas, ele foi encaminhado para a emergência da Santa Casa e depois para o Hospital da Cassems, onde recebeu o diagnóstico de meningite, ficando em coma por 21 dias, segundo a defesa.  
A vítima e seu advogado alegam que, não fosse a demora no diagnóstico da meningite, conforme descreve a literatura médica, o caso não teria se agravado e causado sequelas permanentes.
O servidor era tido como uma pessoa ativa, praticante de musculação e trabalhava normalmente. Agora, ele está 'encostado' pelo INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), não pode mais dirigir por conta da epilepsia e dos medicamentos que toma, e ficou dependente de terceiros.
Agora, a vítima quer responsabilizar a prefeitura de Campo Grande e, além da indenização, pede à Justiça pensão vitalícia de dois salários mínimos até os 75 anos, custos advocatícios e do tratamento médico.
Outro lado
Em nota, a assessoria da prefeitura informou que ainda não foi notificada sobre o processo. "Em consulta ao departamento jurídico da Sesau, através do nome do paciente, a informação é de que não há nenhuma citação e ou intimação quanto a ação de indenização. Portanto, o município ainda não tem ciência do conteúdo da ação. Assim que formos notificados iremos nos posicionar".
Fonte: Topmídia News

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Estresse, má alimentação e pouco sono podem desencadear epilepsia

Pesquisa mostra que fatores estressantes aumentam o risco de repetição de crises epilépticas de duas a três vezes

A epilepsia é uma doença crônica caracterizada por crises epilépticas recorrentes. Essas crises, por sua vez, acontecem devido a descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro e podem se manifestar de diversas formas, como convulsões, crises de ausência, entre outras. Entretanto, existem também alguns fatores externos capazes de as desencadear, influenciando diretamente em sua frequência. O problema é que muitas pessoas desconhecem esses fatores e, por isso, não são capazes de se prevenir.
Para que esse assunto se torne mais claro e conhecido, a Dra. Elza Márcia Yacubian, neurologista, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e secretária da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), dá dicas sobre o tema. Confira abaixo!
• Quais são os fatores que favorecem a ocorrência de crises epilépticas? A idade, de alguma maneira, tem relação?
Os fatores desencadeantes de crises epilépticas são dependentes da idade. Por exemplo, em crianças de até 6 anos, destacam-se as crises febris, que ocorrem principalmente com a elevação súbita da temperatura. Já na adolescência, as crises generalizadas (como ausências, mioclonias e convulsões) começam a aparecer e tendem a se manifestar pela manhã, até duas horas após o despertar, ou no momento de cansaço excessivo, quando acontece o relaxamento do final do dia.
Na vida adulta, as crises podem acontecer mais comumente durante o sono, principalmente as crises focais, que comprometem áreas mais restritas do cérebro. Além disso, privação de sono, ingestão alcoólica, estresse, hábitos de vida não saudáveis, como sedentarismo e consumo excessivo de alimentos ricos em gordura, processos infecciosos, menstruação, desidratação e uso de alguns medicamentos como antidepressivos em doses elevadas (ou a retirada deles) também podem aumentar a frequência de crises.
• O que pode ser feito para evitá-los e/ou combatê-los?
Ao entender o que pode influenciar a ocorrência de crises, a pessoa com epilepsia deve se policiar para evitar maus hábitos e situações frequentes no dia a dia, como dormir poucas horas por noite, alimentar-se mal e passar por momentos de estresse.
Importante lembrar que, entre aquelas que fazem uso de medicamentos para a prevenção de crises, a perda de uma dose é um fator desencadeante muito comum. Então, nesses casos, é importante que haja um cuidado para não esquecer de tomar o remédio nos momentos certos. Familiares e pessoas próximas tem um papel importante no auxílio e apoio aos pacientes nessas situações.
A identificação de fatores desencadeantes e consciência sobre essas questões é parte integral do tratamento. Muitas vezes, apenas o uso adequado dos fármacos, responsáveis pelo controle das crises, é insuficiente. Paraquem tem epilepsia, evitar os fatores externos pode ser igualmente importante para a estabilidade do quadro clínico.
• Existe relação entre estresse, ansiedade e as manifestações da epilepsia? Se sim, o que as pessoas com epilepsia podem fazer para evitá-los?
Há poucos dados na literatura sobre as relações entre as causas que envolvem o ambiente, em relação ao estresse, depressão e ansiedade, quando se fala em epilepsia. Porém, uma recente pesquisa, realizada no Norte de Manhattan e no Harlem, mostrou que fatores estressantes, como dificuldade de integração social, depressão e transtorno de ansiedade generalizada, aumentavam o risco de repetição de crises em duas a três vezes. Esses números corroboram a importância do acompanhamento psicológico, representado, por exemplo, por meio da terapia de relaxamento, terapia cognitivo-comportamental (abordagem mais específica, breve e focada no problema atualda pessoa com epilepsia), biofeedback (técnica que ensina a prestar atenção no funcionamento do corpo) e educação sobre a doença.
• Quais as dicas que você dá para os familiares e amigos próximosde pessoas com epilepsia, para que ajudem a evitar situações de desequilíbrio emocional?
É essencial que as pessoas que estão por perto, como os cuidadores, familiares e conhecidos, não excluam a pessoa com epilepsia e convivam com ela com naturalidade. A inclusão social é importante para que ela saiba lidar melhor com a própria doença e não se sinta sozinha em sua jornada.
CURIOSIDADE
É verdade que alguns tipos de imagens, encontradas em materiais físicos ou na internet, que tenham diferentes efeitos (como aquelas que causam tontura) podem ser indutores de crises?
Estímulos luminosos intermitentes, como as luzes de danceterias, padrões visuais como os presentes em jogos de videogame, formas geométricas, barulho, música e leitura podem provocar crises em casos de epilepsia reflexa que representa menos de 2% dos casos de epilepsia.
No Japão, já houve uma epidemia de convulsões na qual 700 crianças que assistiam ao desenho Pokemon convulsionaram no mesmo dia, devido a um acentuado contraste nas cores azul e vermelha em uma das cenas. Porém, somente as pessoas que têm o tipo de epilepsia mencionado apresentam risco com estas atividades. Deve ser lembrado que o cansaço excessivo e a privação de sono, condições comuns às pessoas que passam muitas horas nestas atividades, também podem estar por trás das crises que os pais, por exemplo, podem atribuir à exposição excessiva ao vídeo-game ou ao computador.
Fonte: Noticias ao Minuto




quinta-feira, 1 de junho de 2017

Aplicativo pioneiro ajuda no diagnóstico correto da epilepsia

A epilepsia é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas comuns a várias doenças e existe provavelmente desde o princípio da humanidade.
De origem grega, a palavra significa “surpresa” ou “evento inesperado”. Muitas personalidades históricas, como Júlio Cesar, Alfred Nobel, Machado de Assis e Dostoievski tinham essa síndrome, até hoje tão cercada de preconceitos. Isso acontece porque os ataques costumam assustar quem está por perto: a pessoa com epilepsia não tem consciência do que está acontecendo, muitas vezes cai, seus membros ficam rígidos e depois começa a ter convulsões, porque o comando central no cérebro está desorganizado. Em geral a crise desaparece espontaneamente e a pessoa volta aos poucos ao normal. Mas quem está próximo, muitas vezes, não sabe como agir: há quem confunda com problemas psiquiátricos, pois não conhecem os fatores orgânicos que podem ter causado o episódio.
A epilepsia ocorre quando um grupamento de células cerebrais se comporta de maneira hiperexcitável, o que pode gerar as crises. A medicina já identificou centenas de diferentes síndromes epilépticas e por isso os pacientes devem buscar um diagnóstico sobre seu tipo específico. A doença é considerada um problema de saúde pública, atingindo de 1% a 2% da população mundial, ou seja, 60 milhões de pessoas. Embora seja o mais comum dos distúrbios neurológicos, não existem dados claros sobre o número de pessoas com a doença no País. Entretanto, algumas estatísticas calculam que três milhões de brasileiros sofram de algum tipo de epilepsia e só 10% a 40% recebem algum tratamento medicamentoso ou cirúrgico.
O laboratório farmacêutico Torrent do Brasil lançou o Atlas da Epilepsia, um aplicativo pioneiro no Brasil e exclusivo para médicos. O objetivo do app é auxiliar a consulta médica, fornecendo explicações sobre o fenômeno epilético e, principalmente, possibilitando o diagnóstico correto. Isso é essencial porque segundo a Dra. Elza Márcia Yacubian, neurologista chefe da Unidade de Pesquisa e Tratamento de Epilepsias da Escola Paulista de Medicina (EPM) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que supervisionou e indicou todo o conteúdo do aplicativo, somente o diagnóstico correto possibilita um tratamento eficaz. “A abordagem clínica durante as consultas é importantíssima para garantir a exatidão no diagnóstico, e não como geralmente se pensa, através de um eletroencefalograma ou ressonância magnética”.
Atlas da Epilepsia – já com as diretrizes atualizadas pela Liga Internacional da Epilepsia, por meio de recursos gráficos e coloridos, imagens anatômicas e vídeos explicativos, o aplicativo auxilia o epileptologista a obter informações e sintomas mais exatos, tanto do paciente como das pessoas próximas a ele, geralmente, mais familiarizadas com as ocorrências. De posse desses dados o médico pode orientar o tratamento de forma mais eficiente.
Segundo a Dra. Elza, a epilepsia é um distúrbio que pode trazer uma série de prejuízos se não for tratado. Os portadores podem ter problemas na escola, não conseguir emprego ou serem discriminados.
A manifestação clínica depende da região cerebral acometida. Cerca de 50% das crises epiléticas são do tipo tônico-clônicas, com convulsões, e os outros 50% têm causas diversas. Algumas pessoas sentem formigamento no braço, outras sentem cheiros estranhos e “saem do ar”. Na população infantil são comuns as crises de ausência, ou “liga-desliga”. O mau aproveitamento escolar leva os professores menos avisados a pensar que a criança tem déficit cognitivo, quando ela está tendo várias crises de ausência por dia, às vezes mais de cem, com poucos minutos de duração e sem a menor consciência do que se passa com ela.
Causas – Múltiplos fatores podem causar a epilepsia. A pessoa pode nascer com o problema em razão de má formação cerebral, em que se formam circuitos elétricos exagerados, por exemplo. Mas também há outras razões. Intercorrências importantes durante a assistência ao parto, processos infecciosos, traumatismos cranianos, tumores cerebrais e doenças degenerativas podem lesar o cérebro e causar crises. À medida que a vida vai passando surgem as causas degenerativas, doença de Alzheimer e todas as doenças vasculares e do cérebro. Atualmente a epilepsia é três vezes maior no idoso acima de 60 anos do que na criança. Para fazer o diagnóstico, deve haver recorrência espontânea das crises, porque uma crise única não é indicativa da síndrome. Uma vez feito o diagnóstico se estabelece o tratamento, em geral com fármacos. O tratamento é diferente no caso das crises generalizadas, com hiperdesestabilidade mais intensa e difusa nos dois hemisférios. Ressalte-se que o tratamento é sempre de longo prazo, algumas vezes por toda a vida. “É uma doença que exige extrema adesão ao tratamento. Caso esqueça de tomar alguma dose do fármaco, a pessoa fica vulnerável a ter uma crise”, afirma a neurologista.
Desde a década de 1990 o tratamento da epilepsia se tornou mais efetivo graças aos novos medicamentos. Pode-se dizer que 70% dos pacientes podem ter as crises plenamente controladas se adequadamente tratadas. Os outros 30% podem se beneficiar de outras abordagens, como a cirúrgica.
Fonte: Jornal Dia Dia