terça-feira, 1 de março de 2016

Purple Day - Dia do Roxo Conscientização sobre epilepsia 26 de março

No próximo 26 de março é celebrado o Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia, conhecido como Dia Roxo. Nesta data, pessoas ao redor do mundo são convidadas a vestir alguma peça de roupa roxa em apoio à causa. A doença é caracterizada por um conjunto de sintomas, originados de um grupo de neurônios disfuncionantes, que emitem sinais atípicos ou irregulares.
 As pessoas reconhecem facilmente a síndrome quando ocorre o ataque epilético, mas ela não se resume a isso. Pacientes com epilepsia podem ter uma vida ativa, como tiveram Vincent van Gogh, Fiódor Dostoiévski e Machado de Assis. Por isso, o Dia do Roxo é mais uma oportunidade para conscientizar e diminuir os preconceitos em relação à doença e seus portadores.
 Atenta aos complexos e preconceitos, a idealizadora do Dia Roxo (“Purple Day”), Cassidy Megan, uma menina canadense de 9 anos, escolheu a cor roxa como símbolo inspirada na flor de lavanda, frequentemente associada à solidão, pois representa o isolamento que muitas pessoas epiléticas vivem, principalmente por terem vergonha da doença e de seu principal sintoma: o ataque epilético. A ideia surgiu em 2008 e contou com a ajuda da Associação de Epilepsia da Nova Scotia – EIOS, com a finalidade de tirar a epilepsia das sombras.
 Os principais sinais apresentados por portadores de epilepsia são a perda de consciência, quando o indivíduo cai no chão, as contrações musculares em todo o corpo, mordedura da língua, salivação intensa, respiração ofegante e, às vezes, a micsão involuntária. Embora sejam os sinais mais evidentes, existem outros, como movimentação espontânea e incontrolável de mãos, braços e pernas. Os sintomas e seus sinais característicos aparecerão conforme a localização do grupo de neurônios afetados.
 Ao se deparar com uma pessoa com ataque epilético, o ideal é deitá-la no chão e afastá-la de objetos e móveis que possam machucá-la enquanto estiver se debatendo. Jamais coloque a mão ou o dedo na boca do paciente. Durante uma crise convulsiva, o portador tem salivação intensa e o indicado é mantê-lo de lado para evitar que se sufoque com a saliva. É preciso deixá-lo se debater livremente até que a crise passe, e isso tem duração de segundos ou poucos minutos. Em casos de crises repetitivas, a emergência deve ser acionada imediatamente.

 Tratamento

 O tratamento convencional para a epilepsia é por via medicamentosa, com uso das chamadas drogas antiepiléticas (DAE), eficazes em cerca de 70% dos casos (há controle das crises) e com efeitos colaterais diminutos. Quando não há controle destes sintomas, outros tratamentos possíveis são a cirurgia, a estimulação do nervo vago e dieta cetogênica. No entanto, apenas um profissional, analisando o caso, poderá indicar o tratamento apropriado para o paciente.
 O objetivo do tratamento é garantir uma melhor qualidade de vida ao paciente. A epilepsia não é transmitida pelo ar ou contato físico. Apenas é preciso tratá-la adequadamente. Caso contrário, o paciente tem sua vida fortemente afetada, por não ter controle das crises e, consequentemente, restringe-se socialmente, pode não conseguir manter o emprego e/ou os estudos e fica exposto a acidentes.
 Outra grave consequência, caso o paciente não procure auxílio médico, está relacionada ao estado de mal convulsivo, quando ocorrem várias convulsões seguidas, sem recuperação entre elas. Esta condição pode levar a danos cerebrais definitivos.
 Ano a ano o Dia Roxo cresce também no Brasil, mobilizando milhares de pessoas a vestirem uma peça de roupa da cor roxa em prol à conscientização da doença e seus portadores. Vale a pena abraçar a causa, pois o objetivo é reforçar cada vez mais que a epilepsia pode ser controlada, tratada e o paciente epilético pode e deve levar uma vida como qualquer outra pessoa.


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Fonte: Dr. luiz Daniel Cetl

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