Além da epilepsia, João observa, como médico, uma incidência significativa das chamadas Crises Não Epilépticas Psicogênicas, frequentemente confundidas com crises epilépticas: “Essa condição, de origem psicológica, exige diagnóstico especializado e abordagem terapêutica específica, reforçando a importância da informação qualificada e da capacitação dos profissionais de saúde”.
Para o vereador, o preconceito, a desinformação e o estigma social ainda constituem obstáculos relevantes ao acesso ao tratamento adequado, à inclusão escolar, à inserção no mercado de trabalho e à plena garantia da qualidade de vida das pessoas acometidas: “Nesse contexto, ações de conscientização são fundamentais para promover conhecimento, reduzir estigmas e fortalecer políticas públicas voltadas à saúde e à inclusão social”.
Conforme João, instituir oficialmente o Dia Municipal de Conscientização da Epilepsia fortalece a educação em saúde, a prevenção de acidentes durante crises, a redução do preconceito, o acolhimento familiar e a inclusão social. A escolha do dia 26 de março acompanha o movimento internacional de conscientização sobre a epilepsia, celebrado mundialmente.
De acordo com o parlamentar, a instituição da campanha “Março Roxo”, por sua vez, amplia o alcance da iniciativa ao dedicar todo o mês à promoção de ações educativas e informativas, fortalecendo o debate público, incentivando o diagnóstico precoce e contribuindo para a redução do preconceito e do estigma social ainda associados à epilepsia.
O projeto não gera obrigatoriedade de despesas fixas, apenas autoriza e incentiva ações educativas, estando em conformidade com o princípio da legalidade e da responsabilidade fiscal: “A conscientização adequada pode reduzir internações evitáveis, diminuir afastamentos laborais, melhorar adesão ao tratamento, reduzir custos indiretos ao sistema público, aumentar inclusão escolar e profissional, e campanhas educativas possuem alto impacto social com baixo custo orçamentário”, sustenta o vereador João.
A proposta conta com apoio da Associação Chapecoense de Apoio à Pessoa com Epilepsia, idealizada pela por Josi Albuquerque, com atuação nas áreas de saúde integrativa, educação e acolhimento social: “A entidade poderá colaborar com palestras educativas, apoio e orientação às famílias e cuidadores, campanhas escolares e comunitárias, produção e distribuição de material informativo, organização da campanha “Chapecó em Tons de Roxo” e orientação sobre direitos sociais e acesso a tratamentos”, conclui João Marques Rosa.
Fonte: Clic RDC

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