quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Santa Maria aplica técnica inovadora contra crises de epilepsia

O Serviço de Neurocirurgia do Hospital Santa Maria, em Lisboa, operou desde o início do ano dois doentes com uma nova técnica de ablação de áreas do cérebro responsáveis pela ocorrência de crises epiléticas, tendo obtido "resultados muito positivos".
Segundo um comunicado do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), a que pertence o Santa Maria, este serviço de neurocirurgia é o único a aplicar a técnica em Portugal.
"Este tipo de tratamento está direcionado para pessoas que sofram de epilepsia não controlada com terapêutica médica, nas quais é previsível a localização de uma zona relativamente restrita no cérebro, responsável pelo início das crises", prossegue o comunicado.
A informação acrescenta que, "se esta for suficientemente localizada, a ablação por radiofrequência torná-la-á inativa, com melhoria da frequência das crises ou mesmo, com o seu controle na íntegra".
Outra vantagem desta técnica é "evitar a realização de uma grande cirurgia para abertura do crânio".
"A técnica é efetuada recorrendo apenas à realização de pequenos orifícios, de dois milímetros, através dos quais são colocados os elétrodos, que chegam assim a locais profundos do cérebro, muitas vezes inacessíveis em cirurgias abertas".
Fonte: Jornal de Notícias

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Epilepsia resistente a remédios é desafio para mães

Qualquer mãe sabe que não pode deixar a febre da criança subir por risco de convulsões e tem muito medo disso acontecer. Pode-se imaginar então o drama de quem tem filhos que sofrem de epilepsia, distúrbio em que a atividade cerebral sofre panes recorrentes, provocando crises periódicas. Há crises em que a pessoa perde a consciência e cai, apagando por alguns minutos. Mas há também crises mais sutis, que deixam o paciente ausente, fora do ar por alguns momentos, ou com movimentos descontrolados nos membros. Uma crise convulsiva pode impressionar e a falta de informação atrapalha o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento correto.
Algumas doenças, pancadas ou infecções podem provocar crises convulsivas. Mas isso não quer dizer que o indivíduo seja portador de epilepsia. De acordo com a neurologista e epileptologista Dra. Andrea Julião de Oliveira, quem tem epilepsia apresenta uma alteração própria do funcionamento do cérebro que pode acontecer por diversas causas. “As crises geralmente ocorrem sem aviso prévio e sem tempo para que a pessoa possa se proteger ou ser protegida”, diz a especialista.
O problema de quem convive de perto com a doença é justamente não saber quando a convulsão pode acontecer – e como se comportar diante de alguém em crise. Para as mães de crianças com epilepsia, é especialmente difícil. Além de lidar com a questão do diagnóstico de uma doença para a vida toda, muitas vezes os tratamentos disponíveis não dão conta de controlar as crises adequadamente.
Como não há cura, o tratamento visa diminuir os episódios. A primeira opção são os medicamentos, mas uma parcela dos pacientes não responde bem a eles ou tem efeitos colaterais inaceitáveis. “Nesses casos, a terapia VNS é uma boa alternativa para ser acrescentada ao tratamento. Trata-se de um dispositivo capaz de estimular o nervo vago, que passa pelo pescoço, enviando sinais ao cérebro para diminuir as crises e melhorar a qualidade de vida. Ele é implantado sob a pele, abaixo da clavícula, num procedimento cirúrgico simples, que traz poucos desconfortos”, explica a médica.
Estudos mostram uma melhora significativa tanto no controle das crises quanto em vários outros aspectos. Dra. Andrea ainda completa que para os pequenos, isso garante um ganho enorme na qualidade de vida em geral, como melhora da depressão, do humor, além da atenção e capacidade de realizar tarefas na escola. Outros aspectos, como linguagem, memória e aprendizado, também saem ganhando. Para as mães, significa o alívio de encontrar uma opção para viverem melhor.
Fonte: Vida Saudável

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Cientistas criam modelo matemático que localiza foco de crise epilética

Cientistas de um hospital espanhol desenvolveram um modelo matemático que analisa a atividade cerebral para localizar as áreas nas quais se originam e propagam as crises epilépticas
O estudo, publicado na revista “Clinical Neurophysiology”, transforma os registos eletroencefalográficos (EEG) em modelos matemáticos que explicam as crises dos pacientes, permitindo delimitar a área do cérebro para ser removida na cirurgia para evitar sequelas no paciente e abre um caminho para prevenir as crises de epilepsia.
Adrià Tauste e Rodrigo Rocamora, da Unidade de Epilepsia do Hospital del Mar, em Barcelona, analisaram 50 crises epilépticas localizadas no lobo temporal de sete pacientes resistentes a medicamentos.
A eletroencefalografia permite registar a atividade elétrica da zona cerebral onde acontece a crise epiléptica graças a microelétrodos implantados no cérebro, uma técnica usada em casos muito complexos de epilepsia.
Os engenheiros e neurologistas que participaram neste estudo aplicaram um algoritmo matemático que traduz em números os registos obtidos na eletroencefalografia, permitindo obter uma imagem que, sobreposta à ressonância magnética do paciente, localiza o foco da crise epiléptica. Até agora, os médicos determinavam o foco a partir de uma interpretação subjetiva dos padrões visuais dos registos e da sua experiência.
Há décadas que os resultados de tratamentos cirúrgicos da epilepsia fracassam em alguns pacientes devido à complexidade das conexões neurais e às limitações das técnicas cirúrgicas. Segundo os especialistas, graças a este estudo está a ser desenvolvido um sistema automatizado e objetivo que evita interpretações subjetivas dos registros.
“O benefício mais imediato desta nova técnica é que a localização objetiva do foco epiléptico permite otimizar as estratégias cirúrgicas e delimitar melhor a área a retirar, o que pode ajudar o cirurgião e reduzir a possibilidade de erros. Atualmente, isto é conseguido em 60% ou 70% dos casos, conforme o tipo de epilepsia da pessoa”, explicam os investigadores. 
Fonte: Terra

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Ciclo de Palestras do ICB debate o uso do canabidiol no tratamento da epilepsia

O debate dos fins medicinais da maconha tem sido alvo de diversas discussões por todo o mundo. No Brasil, levando em conta o fato de o cultivo da planta ser proibido para qualquer fim e de seu auxílio em certas doenças ser defendido por muitos estudiosos têm feito com que a discussão se acentue na mídia e na academia. Por isso, o Ciclo de Palestras do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF promoveu no dia 20 de junho, uma palestra com Isabel Assis, que fez seu doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sobre o “envolvimento da enzima fosfatidilinositol 3-quinase (PI3K) no efeito anticonvulsivante e neuroprotetor do canabidiol”.

Isabel começou explicando o que é uma convulsão. Este termo se refere a um período clínico anormal resultante de uma exacerbada descarga elétrica, repentina ou anormal no encéfalo. No entanto, as crises convulsivas, ao contrário das convulsões que podem ser causadas por diversos motivos – febre alta, infecções no cérebro, exposição a drogas ou substâncias tóxicas e etc – são fruto de uma lesão no cérebro, como, por exemplo, nos tumores. Este quadro é chamado de epilepsia sintomática. Aliado a esta, existem centenas de tipos de epilepsia catalogados; entretanto, Isabel escolheu estudar o tipo mais comum que acomete a população, a epilepsia do lobo temporal.

Ao longo da história a epilepsia foi vista por uma ótica de misticismo, o que ocasionou em uma improdutividade nas pesquisas acadêmicas. Somente no século XX que a indústria farmacêutica começou a se mobilizar em prol ao combate da doença; no entanto, no início do século XXI, mais de 30% dos pacientes ainda se mostravam resistentes aos medicamentos disponíveis no mercado. Tal fato motivou a procura por novas drogas anticonvulsivantes pela indústria e cada vez mais o canabidiol (CBD) se tornou objeto de pesquisa na academia.

Palestra

O processo metodológico de Isabel passa por experimentos com camundongos, que, a partir da introdução da pilocarpina (PILO), substância capaz de levar os animais ao Status Epilepticus (SE), para investigar a participação da enzima PI3K sobre crises convulsivas e sobre a produção de fatores neurotróficos e mediadores inflamatórios. Após induzir os roedores ao SE, foram aplicados testes de reconhecimento de objetos e de medo condicionado. Nessa primeira fase, chegou-se à conclusão de que 70% dos camundongos atingiram o SE e não houve morte. A respeito da PI3K conclui-se parcialmente que a sua ausência prejudica mecanismos de proteção.

No momento seguinte, o canabidiol foi inserido na pesquisa como forma de tratamento dos camundongos e também em experiências em vidro. A presença do CBD diminuiu convulsões induzidas por PILO, reduziu a morte neuronal nos animais e apresentou efeito neuroprotetor em vidro. Concluiu-se que o CBD pode atuar de forma direta ou indireta na diminuição de crises e na diminuição da morte neural.
A grande dificuldade da pesquisa foi obter o CBD, pois, mesmo com a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da importação do CBD para fins medicinais, ainda há muita burocracia para a obtenção da substância para a pesquisa, sendo permitida a importação somente com autorização médica. Tais dificuldades fizeram com que a pesquisa se mantivesse focada na epilepsia de forma aguda induzida pela POLI.
“O intuito de um futuro prosseguimento da pesquisa envolve o estudo com a epilepsia em sua forma crônica, que só será possível com a obtenção de canabidiol em maior quantidade, o que será importante para entender os efeitos adversos do uso do CBD”, conta Isabel.
Fonte: Ufjf Notícias


quinta-feira, 13 de julho de 2017

INSS indenizará pessoa com epilepsia por cancelar auxílio-doença duas vezes

O INSS indenizará em R$ 5 mil um segurado por ter cancelado indevidamente o auxílio-doença do homem em duas ocasiões, afrontando decisão judicial. A decisão é da 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP e MS).
O autor da ação, que tem epilepsia refratária desde 2004, alegou que teve o beneficio cancelado três vezes indevidamente. Segundo ele, por causa disso, desenvolveu depressão, ante o temor, a angústia, a impotência e a insegurança de não saber se, sem esse dinheiro, conseguiria manter suas necessidades básicas e as de sua família.
O pedido de indenização foi negado em primeira instância, fazendo com que o segurado apelasse ao segundo grau. No TRF-3, ele alegou que os cancelamentos foram infundados, desarrazoados, desproporcionais e ilícitos, o que caracterizaria o dano moral.
O relator do processo no TRF-3, desembargador Johonsom Di Salvo, afirmou que o primeiro cancelamento foi legal. Explicou que o INSS pode cessar a concessão de benefícios previdenciários sempre que entender não terem sido preenchidos os requisitos necessários para a sua manutenção.
No entanto, após a primeira negação, o jurisdicionado ingressou com ação previdenciária, onde ficou decidido que o INSS deveria restabelecer o auxílio-doença. Para o magistrado, os dois outros cancelamentos pelo INSS afrontaram a decisão judicial.
“Na medida em que houve indevido cancelamento por duas vezes — afrontoso de decisão judicial — de benefício de natureza alimentar (auxílio-doença) devido à pessoa incapacitada de trabalhar (como motorista) por conta de epilepsia refratária, nada mais é preciso revolver para se constatar a evidente angústia derivada da impossibilidade de manter as necessidades pessoais básicas e da família, situação que vai muito além de um simples aborrecimento com alguma vicissitude da vida”, disse.
Com esse entendimento, o colegiado acatou a apelação do segurado e decidiu que o INSS deve reparar o dano moral sofrido pelo autor, pagando-lhe a quantia de R$ 5 mil, com juros de mora, desde o primeiro cancelamento indevido do benefício.

Fonte: Consultor Jurídico

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Município de Olinda quebra preconceito contra a epilepsia a partir da sala de aula

Três milhões de pessoas no Brasil sofrem com epilepsia. No mundo, 50 milhões passam pelo transtorno, segundo números divulgados pela Organização Mundial da Saúde. Apesar da grande quantidade de pessoas com a doença neurológica, poucas sabem como agir em caso de um ataque. Terça-feira (27.06), alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Lions Dirceu Veloso, nos Bultrins, em Olinda, receberam orientações de como lidar quando um colega sofrer ataque de epilepsia e formas de combater o preconceito.
Olinda é a pioneira no Brasil a receber o projeto de conscientização de epilepsia nas escolas. Com palestras informativas do Movimento de Apoio às Pessoas com Epilepsia de Pernambuco (MAPE-PE), em parceria com a Prefeitura de Olinda, através das secretarias de Saúde e de Educação, a ação chega à quarta escola municipal com este tipo de palestra. Para a coordenadora do MAPE-PE, Adriana Bachmann, é uma ótima oportunidade para tornar mais conhecida a doença e quebrar preconceitos.
“Vejo, de forma bastante positiva, a preocupação desta gestão de Olinda com a integração das minorias. A cidade é a primeira e, por enquanto, única com este tipo de trabalho nas escolas. Falamos para crianças, professores e pais. Essas crianças com epilepsia, quando têm um ataque, ficam com vergonha, não querem mais se socializar. Queremos quebrar o preconceito, passar a informação correta sobre a doença, como agir em caso de ataque, que poucos sabem. Temos que agir com normalidade. Qualquer um pode ter, de criança a idoso, e de todas as classes sociais”, destacou Bachmann.
A palestra abordou o conceito de epilepsia; mostrou curiosidades, como grandes famosos que tinham a doença – como Dom Pedro I e Machado de Assis -; os 30 tipos de convulsão; possíveis consequências dos ataques, entre outros. Um dos cerca de 50 alunos que assistiram à palestra foi o garoto Igor Inajá, de 18 anos. Com epilepsia desde criança, o jovem mostrou-se atento à palestra e se identificou quando foram apresentados vídeos com diversos tipos de crises epiléticas.
“Tomo remédios a cada oito horas para controlar a doença. Tudo que foi dito aqui na palestra eu sinto na pele. Achei muito importante, é legal para que meus amigos saibam como lidar quando eu tiver uma crise na sala de aula. Comigo, o ataque acontece muito forte”, relatou o aluno do 9º ano.
O momento mais marcante da tarde aconteceu após o fim da explicação de Bachmann. A pequena Bárbara Micaela, de 12 anos, chorava bastante no encerramento da palestra. “Meu tio tem convulsões. Quando ele tem crise, eu não sabia o que fazer, minha vó também. Ficávamos desesperadas. Agora consegui aprender”, contou, em meio às lágrimas, a estudante do 8º ano.
Para a professora Noêmia Souza, é importante a sensibilização nesta área. De acordo com ela, é importante que não apenas os alunos, como professores e toda sociedade saibam como lidar em caso de epilepsia. O aprendizado na escola pode ser utilizado a qualquer momento e em qualquer lugar.
“Há muitos anos trabalhamos a questão de respeitar as diferenças, inclusão e tolerância. Existem alunos com epilepsia e temos que sensibilizar os outros, ter o acolhimento dos colegas, que os outros alunos saibam lidar em caso de ataque, não ter preconceito. Não adianta apenas o professor estar ciente, pois não é todo momento que ele estará por perto. Isso pode acontecer na escola, no nosso bairro, em todos os lugares. Levaremos este aprendizado conosco para sempre”.
Portal Olinda

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Evento gratuito aberto ao público

Ciclo de palestras sobre epilepsia, promovido pela Associação Brasileira de Epilepsia





Tema da palestra: Convivendo com a Epilepsia
Palestrante: Dra. Nivia Colin
Psicóloga e Administradora do "Mães da Epilepsia"
Data: 11/07/2017 ( terça feira )
Horário: Das 18h30 ás 20h30
Local: Rua Botucatu, 862 - Vila Clementino
Anfiteatro Paulino Watt Longo - UNIFESP
São Paulo / SP
Próximo á estação Santa Cruz do metrô

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Capacitação em Epilepsia reunirá agentes de saúde de seis Municípios

Após reunir mais de 300 pessoas em Ji-Paraná, o Programa de Capacitação sobre Epilepsia, destinado a agentes comunitários de saúde, será realizado na próxima sexta-feira (23/06), no Município de Jaru, com a participação de profissionais de Theobroma; Governador Jorge Teixeira; Vale do Anari; Vale do Paraíso e Teixeirópolis. O evento está previsto para ocorrer às 9h, no Auditório da Associação Comercial e Industrial.
A atividade é uma iniciativa do Ministério Público de Rondônia, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), e consiste em um programa de capacitação a agentes de saúde de todo o Estado, mediante a realização de palestras em municípios polos. Pacientes e familiares também são convidados a participar.
A capacitação é mais uma etapa do projeto ‘Epilepsia em Debate na Sociedade’, desenvolvido pelo MP, por meio do Centro de Apoio Operacional da Saúde (CAOP-Saúde), sob a coordenação do Procurador de Justiça Edmilson José de Matos Fonseca.

Ji-Paraná
Realizada no último dia 09, a palestra em Ji-Paraná marcou o início do programa de capacitação. Cerca de 320 profissionais, dentre os quais 221 agentes de saúde, compareceram ao evento. Na ocasião, foram repassadas informações sobre os sintomas e as formas de tratamento para a epilepsia.
Ainda durante a palestra, os presentes foram instruídos quanto ao atendimento primário de pessoas com a doença e prestação de socorro em casos de crise convulsiva epilética.
A palestra foi ministrada pelo coordenador do Projeto, Procurador de Justiça Edmilson Fonseca. A programação incluiu, ainda, uma mesa de debates com a participação do médico do município, Félix Renan, dentre outros profissionais locais. Também estiveram presentes, o Gerente Regional de Saúde, Ivo da Silva, e a Coordenadora do Programa de Saúde na Escola, Rebeca Zorek.

Caléndário
No dia  07 de julho, o Programa de Capacitação sobre Epilepsia está previsto para ocorrer no Município de São Francisco do Guaporé, com a participação de profissionais de Costa Marques. No dia 21 de julho, o Município de Cacoal recebe a iniciativa. Devem comparecer, também, profissionais de Ministro Andreazza; Pimenta Bueno; Primavera do Oeste; São Felipe e Espigão do Oeste.
Em 18 de agosto, será a vez do Município de Vilhena. Lá, a palestra reunirá o público de Chupinguaia; Colorado do Oeste; Cabixi; Cerejeiras e Pimenteiras do Oeste.
Já no dia 15 de setembro, o programa de capacitação chega ao município de Ariquemes, com a presença de profissionais de Cujubim; Rio Crespo; Alto Paraíso; Cacaulândia; Machadinho do Oeste; Monte Negro; Campo Novo e Buritis.
No dia 06 de outubro, a ação segue para Rolim de Moura, onde reunirá o público de Alta Floresta; Alto Alegre dos Parecis; Castanheira; Novo Horizonte; Nova Brasilândia; Santa Luzia; Seringueiras; Parecis e São Miguel do Guaporé.
A última fase do programa ocorrerá em novembro deste ano. No dia 10, em Guajará-Mirim, com a presença de profissionais de Nova Mamoré, e, dia 24, em Porto Velho, ocasião em que serão contemplados públicos de Candeias do Jamary e Itapuã do Oeste.

Fonte: Rondônia ao vivo

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Paciente adquire epilepsia grave após demora no diagnóstico de meningite e processa prefeitura

O servidor público Jaspion da Conceição Oliveira Moraes quer indenização de R$ 1.194.496,00  da prefeitura de Campo Grande, após adquirir um tipo grave de epilepsia. Segundo a defesa da vítima, o descaso e a  demora no diagnóstico da meningite em uma Upa (Unidade de Pronto Atendimento) causou o problema, que o debilitou para o resto da vida.
Conforme os advogados, em outubro de 2016, Jaspion procurou a Upa Moreninhas reclamando de febre, dor na cabeça e pescoço. Na ocasião, ele foi diagnosticado com amidalite e medicado com benzetacil.
Porém, poucas horas depois, o paciente retornou a mesma unidade, com febre de 38ºC, dores de cabeça, garganta, articulações, olhos, dor epigástrica e ocorrência de regurgitação de suco gástrico para dentro do esôfago. A medicação, no entanto, foi mantida e o paciente liberado.
Às cinco da manhã do dia seguinte, o servidor tornou a passar mal, foi medicado com mais doses de benzetacil, porém não melhorou.
Jaspion retornou à UPA mais três vezes, sendo liberado novamente sem sequer um pedido de exame para constatar a doença, sempre com o quadro clínico mais agravado.
Na última vez em que se consultou na unidade, ele reclamou da demora no atendimento, momento em que teria sido ofendido por funcionários da UPA. Nesse momento, Jaspion decidiu ir ao 4º DP, nas Moreninhas, registrar queixa. Porém, ao relatar o caso à autoridade ele desmaiou e teve convulsões.
Após mais uma passagem na UPA Moreninhas, ele foi encaminhado para a emergência da Santa Casa e depois para o Hospital da Cassems, onde recebeu o diagnóstico de meningite, ficando em coma por 21 dias, segundo a defesa.  
A vítima e seu advogado alegam que, não fosse a demora no diagnóstico da meningite, conforme descreve a literatura médica, o caso não teria se agravado e causado sequelas permanentes.
O servidor era tido como uma pessoa ativa, praticante de musculação e trabalhava normalmente. Agora, ele está 'encostado' pelo INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), não pode mais dirigir por conta da epilepsia e dos medicamentos que toma, e ficou dependente de terceiros.
Agora, a vítima quer responsabilizar a prefeitura de Campo Grande e, além da indenização, pede à Justiça pensão vitalícia de dois salários mínimos até os 75 anos, custos advocatícios e do tratamento médico.
Outro lado
Em nota, a assessoria da prefeitura informou que ainda não foi notificada sobre o processo. "Em consulta ao departamento jurídico da Sesau, através do nome do paciente, a informação é de que não há nenhuma citação e ou intimação quanto a ação de indenização. Portanto, o município ainda não tem ciência do conteúdo da ação. Assim que formos notificados iremos nos posicionar".
Fonte: Topmídia News

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Estresse, má alimentação e pouco sono podem desencadear epilepsia

Pesquisa mostra que fatores estressantes aumentam o risco de repetição de crises epilépticas de duas a três vezes

A epilepsia é uma doença crônica caracterizada por crises epilépticas recorrentes. Essas crises, por sua vez, acontecem devido a descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro e podem se manifestar de diversas formas, como convulsões, crises de ausência, entre outras. Entretanto, existem também alguns fatores externos capazes de as desencadear, influenciando diretamente em sua frequência. O problema é que muitas pessoas desconhecem esses fatores e, por isso, não são capazes de se prevenir.
Para que esse assunto se torne mais claro e conhecido, a Dra. Elza Márcia Yacubian, neurologista, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e secretária da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), dá dicas sobre o tema. Confira abaixo!
• Quais são os fatores que favorecem a ocorrência de crises epilépticas? A idade, de alguma maneira, tem relação?
Os fatores desencadeantes de crises epilépticas são dependentes da idade. Por exemplo, em crianças de até 6 anos, destacam-se as crises febris, que ocorrem principalmente com a elevação súbita da temperatura. Já na adolescência, as crises generalizadas (como ausências, mioclonias e convulsões) começam a aparecer e tendem a se manifestar pela manhã, até duas horas após o despertar, ou no momento de cansaço excessivo, quando acontece o relaxamento do final do dia.
Na vida adulta, as crises podem acontecer mais comumente durante o sono, principalmente as crises focais, que comprometem áreas mais restritas do cérebro. Além disso, privação de sono, ingestão alcoólica, estresse, hábitos de vida não saudáveis, como sedentarismo e consumo excessivo de alimentos ricos em gordura, processos infecciosos, menstruação, desidratação e uso de alguns medicamentos como antidepressivos em doses elevadas (ou a retirada deles) também podem aumentar a frequência de crises.
• O que pode ser feito para evitá-los e/ou combatê-los?
Ao entender o que pode influenciar a ocorrência de crises, a pessoa com epilepsia deve se policiar para evitar maus hábitos e situações frequentes no dia a dia, como dormir poucas horas por noite, alimentar-se mal e passar por momentos de estresse.
Importante lembrar que, entre aquelas que fazem uso de medicamentos para a prevenção de crises, a perda de uma dose é um fator desencadeante muito comum. Então, nesses casos, é importante que haja um cuidado para não esquecer de tomar o remédio nos momentos certos. Familiares e pessoas próximas tem um papel importante no auxílio e apoio aos pacientes nessas situações.
A identificação de fatores desencadeantes e consciência sobre essas questões é parte integral do tratamento. Muitas vezes, apenas o uso adequado dos fármacos, responsáveis pelo controle das crises, é insuficiente. Paraquem tem epilepsia, evitar os fatores externos pode ser igualmente importante para a estabilidade do quadro clínico.
• Existe relação entre estresse, ansiedade e as manifestações da epilepsia? Se sim, o que as pessoas com epilepsia podem fazer para evitá-los?
Há poucos dados na literatura sobre as relações entre as causas que envolvem o ambiente, em relação ao estresse, depressão e ansiedade, quando se fala em epilepsia. Porém, uma recente pesquisa, realizada no Norte de Manhattan e no Harlem, mostrou que fatores estressantes, como dificuldade de integração social, depressão e transtorno de ansiedade generalizada, aumentavam o risco de repetição de crises em duas a três vezes. Esses números corroboram a importância do acompanhamento psicológico, representado, por exemplo, por meio da terapia de relaxamento, terapia cognitivo-comportamental (abordagem mais específica, breve e focada no problema atualda pessoa com epilepsia), biofeedback (técnica que ensina a prestar atenção no funcionamento do corpo) e educação sobre a doença.
• Quais as dicas que você dá para os familiares e amigos próximosde pessoas com epilepsia, para que ajudem a evitar situações de desequilíbrio emocional?
É essencial que as pessoas que estão por perto, como os cuidadores, familiares e conhecidos, não excluam a pessoa com epilepsia e convivam com ela com naturalidade. A inclusão social é importante para que ela saiba lidar melhor com a própria doença e não se sinta sozinha em sua jornada.
CURIOSIDADE
É verdade que alguns tipos de imagens, encontradas em materiais físicos ou na internet, que tenham diferentes efeitos (como aquelas que causam tontura) podem ser indutores de crises?
Estímulos luminosos intermitentes, como as luzes de danceterias, padrões visuais como os presentes em jogos de videogame, formas geométricas, barulho, música e leitura podem provocar crises em casos de epilepsia reflexa que representa menos de 2% dos casos de epilepsia.
No Japão, já houve uma epidemia de convulsões na qual 700 crianças que assistiam ao desenho Pokemon convulsionaram no mesmo dia, devido a um acentuado contraste nas cores azul e vermelha em uma das cenas. Porém, somente as pessoas que têm o tipo de epilepsia mencionado apresentam risco com estas atividades. Deve ser lembrado que o cansaço excessivo e a privação de sono, condições comuns às pessoas que passam muitas horas nestas atividades, também podem estar por trás das crises que os pais, por exemplo, podem atribuir à exposição excessiva ao vídeo-game ou ao computador.
Fonte: Noticias ao Minuto




quinta-feira, 1 de junho de 2017

Aplicativo pioneiro ajuda no diagnóstico correto da epilepsia

A epilepsia é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas comuns a várias doenças e existe provavelmente desde o princípio da humanidade.
De origem grega, a palavra significa “surpresa” ou “evento inesperado”. Muitas personalidades históricas, como Júlio Cesar, Alfred Nobel, Machado de Assis e Dostoievski tinham essa síndrome, até hoje tão cercada de preconceitos. Isso acontece porque os ataques costumam assustar quem está por perto: a pessoa com epilepsia não tem consciência do que está acontecendo, muitas vezes cai, seus membros ficam rígidos e depois começa a ter convulsões, porque o comando central no cérebro está desorganizado. Em geral a crise desaparece espontaneamente e a pessoa volta aos poucos ao normal. Mas quem está próximo, muitas vezes, não sabe como agir: há quem confunda com problemas psiquiátricos, pois não conhecem os fatores orgânicos que podem ter causado o episódio.
A epilepsia ocorre quando um grupamento de células cerebrais se comporta de maneira hiperexcitável, o que pode gerar as crises. A medicina já identificou centenas de diferentes síndromes epilépticas e por isso os pacientes devem buscar um diagnóstico sobre seu tipo específico. A doença é considerada um problema de saúde pública, atingindo de 1% a 2% da população mundial, ou seja, 60 milhões de pessoas. Embora seja o mais comum dos distúrbios neurológicos, não existem dados claros sobre o número de pessoas com a doença no País. Entretanto, algumas estatísticas calculam que três milhões de brasileiros sofram de algum tipo de epilepsia e só 10% a 40% recebem algum tratamento medicamentoso ou cirúrgico.
O laboratório farmacêutico Torrent do Brasil lançou o Atlas da Epilepsia, um aplicativo pioneiro no Brasil e exclusivo para médicos. O objetivo do app é auxiliar a consulta médica, fornecendo explicações sobre o fenômeno epilético e, principalmente, possibilitando o diagnóstico correto. Isso é essencial porque segundo a Dra. Elza Márcia Yacubian, neurologista chefe da Unidade de Pesquisa e Tratamento de Epilepsias da Escola Paulista de Medicina (EPM) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que supervisionou e indicou todo o conteúdo do aplicativo, somente o diagnóstico correto possibilita um tratamento eficaz. “A abordagem clínica durante as consultas é importantíssima para garantir a exatidão no diagnóstico, e não como geralmente se pensa, através de um eletroencefalograma ou ressonância magnética”.
Atlas da Epilepsia – já com as diretrizes atualizadas pela Liga Internacional da Epilepsia, por meio de recursos gráficos e coloridos, imagens anatômicas e vídeos explicativos, o aplicativo auxilia o epileptologista a obter informações e sintomas mais exatos, tanto do paciente como das pessoas próximas a ele, geralmente, mais familiarizadas com as ocorrências. De posse desses dados o médico pode orientar o tratamento de forma mais eficiente.
Segundo a Dra. Elza, a epilepsia é um distúrbio que pode trazer uma série de prejuízos se não for tratado. Os portadores podem ter problemas na escola, não conseguir emprego ou serem discriminados.
A manifestação clínica depende da região cerebral acometida. Cerca de 50% das crises epiléticas são do tipo tônico-clônicas, com convulsões, e os outros 50% têm causas diversas. Algumas pessoas sentem formigamento no braço, outras sentem cheiros estranhos e “saem do ar”. Na população infantil são comuns as crises de ausência, ou “liga-desliga”. O mau aproveitamento escolar leva os professores menos avisados a pensar que a criança tem déficit cognitivo, quando ela está tendo várias crises de ausência por dia, às vezes mais de cem, com poucos minutos de duração e sem a menor consciência do que se passa com ela.
Causas – Múltiplos fatores podem causar a epilepsia. A pessoa pode nascer com o problema em razão de má formação cerebral, em que se formam circuitos elétricos exagerados, por exemplo. Mas também há outras razões. Intercorrências importantes durante a assistência ao parto, processos infecciosos, traumatismos cranianos, tumores cerebrais e doenças degenerativas podem lesar o cérebro e causar crises. À medida que a vida vai passando surgem as causas degenerativas, doença de Alzheimer e todas as doenças vasculares e do cérebro. Atualmente a epilepsia é três vezes maior no idoso acima de 60 anos do que na criança. Para fazer o diagnóstico, deve haver recorrência espontânea das crises, porque uma crise única não é indicativa da síndrome. Uma vez feito o diagnóstico se estabelece o tratamento, em geral com fármacos. O tratamento é diferente no caso das crises generalizadas, com hiperdesestabilidade mais intensa e difusa nos dois hemisférios. Ressalte-se que o tratamento é sempre de longo prazo, algumas vezes por toda a vida. “É uma doença que exige extrema adesão ao tratamento. Caso esqueça de tomar alguma dose do fármaco, a pessoa fica vulnerável a ter uma crise”, afirma a neurologista.
Desde a década de 1990 o tratamento da epilepsia se tornou mais efetivo graças aos novos medicamentos. Pode-se dizer que 70% dos pacientes podem ter as crises plenamente controladas se adequadamente tratadas. Os outros 30% podem se beneficiar de outras abordagens, como a cirúrgica.
Fonte: Jornal Dia Dia

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Por que algumas imagens estáticas causam convulsões

A maioria das pessoas hoje em dia está ciente de que luzes estroboscópicas têm o potencial de causar convulsões epilépticas fotossensíveis. Um troll supostamente causou uma convulsão em um jornalista com um tweet.. Um episódio de Pokémon mandou quase 700 crianças japonesas para o hospital. Mas imagens fixas também podem  causar convulsões, e os cientistas estão começando a descobrir agora como isso funciona.
Ainda existe muito que não sabemos sobre desencadeadores de convulsões, já que não existe uma forma confiável de testá-los em humanos ou animais. Um time de pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Utrecht queria saber o que estava acontecendo no cérebro que pudesse ajudá-los a entender melhor por que algumas imagens fixas causam convulsões e outras não.
“Um tipo específico de onda cerebral… chamada oscilação gama, é particularmente afetada por certos padrões visuais”, Dora Hermes, principal autora de uma correspondência publicada na segunda-feira 08 de maio na Current Biology, disse ao Gizmodo. Um padrão de barras pretas e brancas pode induzir essas oscilações gama no córtex visual do cérebro, a parte do cérebro que processa imagens — e em um cérebro epiléptico, os pesquisadores levantaram a hipótese de que essa oscilação esteja ligada a convulsões.
Oscilações gama são um padrão cerebral muito discutido, caracterizado por neurônios ativando ritmicamente cerca de 50 vezes por segundo. Os pesquisadores revisitaram diversas pesquisas anteriores e descobriram associações entre imagens que causam convulsões e aquelas que produziam oscilações gama de banda estreita em indivíduos saudáveis. Basicamente, se a imagem fizesse os neurônios do córtex baterem em uníssono com as frequências de oscilação gama, era mais provável que causasse convulsões em indivíduos epilépticos. As imagens que faziam os neurônios serem ativados fora do ritmo tinham menos chance de causar convulsões.
“Nós levantamos a hipótese de que o circuito que produz essas oscilações pode também provocar convulsões com epilepsia fotossensível”, Hermes disse.
O neurologista Khalid Hamandi, da Universidade de Cardiff, me apontou que a correspondência de Hermes e seus coautores não apresenta nenhum dado novo, apesar de resumir muito bem informações que já tínhamos. A ligação entre oscilações gama e ataques epilépticos foi observada em um estudo de 2003 (mas não com imagens fixas), por exemplo.
Mas outro professor, György Buzsáki, da Universidade de Nova York, disse ao Gizmodo em um email que ele achou o timing da pesquisa bem importante. “Apenas um ano atrás, eu não teria nem olhado para essa pesquisa. No entanto, esse ano a história é diferente.” Você talvez tenha ouvido um recente episódio do Radiolab sobre um novo estudo demonstrando que a luz piscando nessa frequência gama em ratos que sofrem de Alzheimer reduz o nível de um tipo de placa descoberta em seus cérebros doentes. Isso sugere que um futuro tratamento para Alzheimer pode envolver induzir esses padrões nos pacientes, potencialmente causando convulsões.
“Acho que várias companhias vão tentar vender seus dispositivos nos próximos anos, e muitas pessoas vão tentar piscar as luzes com esperança de desacelerar o progresso de doenças degenerativas”, Buzsáki escreveu. “Sem entender primeiro os mecanismos, pode ser uma atividade perigosa. Esse relatório aponta pelo menos um dos perigos, especialmente dado que uma grande porção dos pacientes com Alzheimer já é propensa a atividades epilépticas.”
Esse trabalho menciona apenas barras pretas e brancas, mas agora os pesquisadores querem testar se outras imagens fixas podem induzir essas oscilações gama também — os pesquisadores ainda não sabem. Por enquanto, existe muita experimentação à frente. “Eu gostaria de enfatizar que isso é uma releitura da literatura”, disse Hermes. “Estamos trabalhando em testar isso ao medir diversas populações de pacientes. Essa pesquisa é mais uma hipótese.”
Fonte: Gizmodo Brasil - Uol

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Anvisa inclui Cannabis sativa em lista de plantas medicinais

Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu a Cannabis sativa na Lista Completa das Denominações Comuns Brasileiras (DCB). Trata-se de uma lista que define os nomes oficiais de fármacos, princípios ativos, plantas medicinais e outras substâncias de interesse médico no país.
A medida não modifica as regras relativas à maconha no país e não libera seu uso como planta medicinal em qualquer circunstância. Apenas formaliza a Cannabis como um componente possível em futuros pedidos de registro de medicamentos ou outras regulamentações que podem ser discutidas sobre seu uso como planta medicinal.
A inclusão faz parte da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 156, de 5 de maio de 2017, que foi publicada no Diário Oficial da União em 8 de maio.
Decisões anteriores
A agência já tinha aprovado, em janeiro de 2017, o registro do primeiro remédio à base de maconha no Brasil. Com o nome comercial Mevatyl, o medicamento contém tetraidrocanabinol (THC) em concentração de 27 mg/mL e canabidiol (CBD) em concentração de 25 mg/mL. A droga já é aprovada em outros 28 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça e Israel, onde é conhecido por Sativex.
O medicamento é indicado para pacientes adultos com espasticidade de grave a moderada relacionada à esclerose múltipla que não respondam a outros medicamentos e que demonstrem uma boa resposta ao Mevatyl após um período inicial de tratamento.
Em 2016, a Anvisa autorizou a prescrição e manipulação de medicamentos a base de Cannabis. A autorização vale tanto para medicamentos registrados na Anvisa que contenham as substâncias quanto para produtos que contenham as substâncias a serem importados em caráter de excepcionalidade para tratamento de pacientes brasileiros.
Em janeiro de 2015, a Anvisa já tinha decidido retirar o canabidiol da lista de substâncias de uso proscrito, o que abriu caminho para que a comercialização de medicamentos com a substância fosse facilitada no país. Desde então, está em curso uma flexibilização da importação de medicamentos contendo as substâncias.

Fonte: Gazeta Online

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Cérebros empenhados em desvendar o cérebro

Nas últimas três décadas a neurociência vem colocando em xeque muito do que sabíamos, ou pensávamos saber, sobre o funcionamento do cérebro. Talvez uma das mais importantes constatações – base para uma série de outras, aliás – seja a de que o complexo emaranhado de circuitos cerebrais está em constante transformação. Com o desenvolvimento tecnológico, as barreiras da biologia e da medicina foram rompidas e os pesquisadores se valem de conhecimentos da física, da informática, da matemática, da engenharia computacional para ampliar conhecimentos. Até porque, quanto mais estudos são feitos, mais fica claro que ainda sabemos pouco – até mesmo sobre funções de áreas cerebrais.
Uma frente importante, que deve marcar grande avanço na área neurocientífica, é o projeto Brain Research through Advancing Innovative Neurotechnologies (BRAIN), lançado em abril de 2013, nos Estados Unidos, com o objetivo ambicioso de ampliar significativamente a compreensão do funcionamento da mente humana – e, em última instância, encontrar formas mais eficientes de tratar, prevenir e curar quadros graves como Alzheimer, esquizofrenia, autismo, epilepsia e traumatismos no cérebro, que afetam milhões de pessoas em todo o planeta.
Hoje, passados quatro anos e investidos mais de US$ 1,5 bilhão no programa, um dos grandes desafios a serem vencidos ainda está relacionado ao aprimoramento de métodos e tecnologias capazes de medir e acompanhar a atividade cerebral com precisão. Por isso, a primeira fase da iniciativa, ainda em andamento, tem como foco o desenvolvimento de novos métodos e equipamentos para o monitoramento da atividade cerebral. O curioso é que essa pequena maravilha que cada um de nós carrega dentro da cabeça seja ainda tão misteriosa e exija tanta tecnologia e tanto trabalho (cerebral) para que possamos entender suas dinâmicas.
Em tempos de tanta incerteza política, econômica e social parece difícil fazer prognósticos, mas é reconfortante saber que iniciativas como a BRAIN continuam em curso – e podem trazer incontáveis possibilidades de diminuir o sofrimento humano. O caminho é longo, mas é reconfortante saber que, de uma forma ou outra, estamos no caminho. 

Fonte: Mente e Cérebro

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Profissionais da educação precisam conhecer mais sobre epilepsia

O conhecimento sobre a epilepsia e como lidar com os pacientes no ambiente escolar é imprescindível para transformar a escola num ambiente seguro e inclusivo

Depois da família, a escola é a instituição mais importante para construção da identidade social de uma pessoa. Conceitualmente, essa identidade é o modo como se é percebido pela sociedade e a visão que se tem de si mesmo. No contexto da epilepsia, muitas vezes, o paciente é visto com olhares preconceituosos, principalmente, quando está exposto em momentos de crise, como a convulsão, impactando diretamente nas relações sociais. Quando isso acontece no ambiente escolar é preciso que os professores estejam atentos e saibam lidar com a situação, o que significa entender melhor a doença.
Porém, na maioria dos casos, os docentes não têm informação suficiente para lidar com essas manifestações, o que faz com que o estudante com epilepsia não receba a atenção adequada e necessária, tendendo a se isolar.
A recorrente manifestação de discriminação, principalmente no ambiente escolar, afeta de diversas formas tanto a identidade social como pessoal do estudante com epilepsia, o que inclui a autoestima, autoconfiança e motivação. Por isso, é muito importante que diretores, coordenadores, professores e todos os funcionários que estão nesse ambiente estejam preparados, não só para lidar com a criança e o jovem com epilepsia, mas inclui-lo no ambiente social e evitar que os colegas tenham medo ou preconceito.

Cognição e aprendizagem

De acordo com a neurologista Dra. Maria Luiza Manreza, “pessoas com epilepsia, mesmo com crises não controladas, não necessariamente apresentam algum tipo de dificuldade cognitiva. Em alguns casos, porém, podem ocorrer alguns prejuízos em funções cerebrais, como a memória, atenção e raciocínio, o que depende de diversos fatores, como o tipo e a frequência das crises e a dosagem dos medicamentos utilizados para tratamento”, explica.
Em alguns casos, esses prejuízos podem repercutir no processo de aprendizagem. Dessa forma, os professores têm o papel de se aproximar da criança em questão e entender sua condição. Além disso, é importante estabelecer uma comunicação entre a escola e a família e, se houver necessidade, solicitar relatórios dos profissionais da saúde que a acompanham para facilitar a percepção da singularidade do caso, com a finalidade de otimizar o processo de aprendizagem.

Preconceito e bullying

É na transição entre a infância e a adolescência que se busca desenvolver competências para incluir-se no mundo adulto. Por isso, no momento em que a pessoa com epilepsia se sente impotente para seguir nessa direção e se questiona sobre a própria capacidade, a relação com as pessoas que estão a sua volta se torna mais difícil.
“Tratar inadequadamente uma pessoa enquanto ela está tendo uma crise pode desencadear uma disseminação de preconceitos e estigmas, maus tratos e bullying por parte de quem está por perto, principalmente, os colegas”, completa a médica.

Papel do profissional de educação

Os profissionais de educação têm o papel de observar o grau de iniciativa, participação e de motivação das crianças com epilepsia. Diferentes estímulos à cognição e expressões de credibilidade por parte do professor são fatores que também podem beneficiar a autoconfiança e seguraça do paciente, fazendo com que seu rendimento seja cada vez melhor.
Além disso, os profissionais de educação devem  estar preparados para agir diante de uma crise, sendo ela uma convulsão, crise de ausência, ou qualquer outra, servindo de modelo para todos aqueles que estiverem presenciando o ocorrido, fazendo com que absorvam o aprendizado e ajam de forma correta em situações futuras. Reverter o preconceito e estigma é uma questão de atitude, in loco, indispensável no momento em que a crise eclodir.

Projeto Escola

Recentemente, a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) iniciou um projeto de educação sobre a doença em 92 escolas da rede estadual da zona sul de São Paulo. A ideia é conscientizar e ensinar todos os membros da diretoria e coordenação, professores e funcionários das escolas sobre as características da doença e suas manifestações, como a atitude que se deve tomar durante as crises e como evitar/eliminar estigmas e preconceitos dos colegas para que a autoconfiança e autoestima do paciente não sejam impactadas negativamente.
O projeto da ABE é dividido em etapas, com reuniões para cada grupo de profissionais mencionados. Na fase atual do projeto, em que se reforça a importância da escola como potencial elemento na diminuição do preconceito acerca da epilepsia, há a realização de treinamentos dos profissionais da Educação para disseminação do conhecimento. Posteriormente, haverá um professor responsável em levar o material adiante, abordando o tema em sala de aula e fazendo com que a epilepsia seja percebida como uma doença que não impossibilita o indivíduo de viver normalmente. Cerca de 100 mil alunos serão impactados pela ação, o que significa um avanço em direção à desmistificação da epilepsia e inclusão dos pacientes na sociedade.

Fonte: Jornal Dia  Dia

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Cerca de 5% da população terá ao menos uma crise epiletica na vida

A epilepsia é uma doença que gera muitas inseguranças por parte de pacientes e familiares, principalmente, pela ocorrência de  crises epiléticas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 5% da população terá ao menos uma crise epiléptica na vida. Nesse sentido, a informação e o conhecimento são fundamentais para lidar melhor com a enfermidade.
A epilepsia é definida como uma doença cerebral crônica caracterizada pela predisposição duradoura a crises epilépticas e suas consequências neurobiológicas, sociais e cognitivas. É preciso entender o que isso significa na prática para um melhor convívio com a doença.
A neurologista Dra. Maria Luiza Manreza dá recomendações que podem contribuir com a qualidade de vida dos pacientes:
Não deixe ser uma barreira –  Doenças crônicas como a epilepsia podem parecer um fardo, mas, na maioria das vezes, o paciente tem condições de levar uma vida normal com o tratamento adequado e conhecimento sobre sua condição.
“É compreensível  que exista uma preocupação em relação à epilepsia, mas que não deve  impactar no convívio do paciente consigo mesmo e com as pessoas que estão à sua  volta. Existem tratamentos eficientes para o controle das crises e suas manifestações e o cuidado e compreensão de pessoas próximas é muito importante”,afirma a doutora.
Confie no tratamento – De acordo com a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), o uso regular de uma ou duas medicações, a maioria delas distribuídas gratuitamente na rede pública, é capaz de controlar adequadamente as crises epilépticas em 70% dos casos. Pessoas com epilepsia  devem estar inseridas na sociedade, ou seja, devem trabalhar, estudar, praticar esportes e se divertir.
Independentemente da doença por vezes demandar tratamento prolongado até mesmo por toda a vida, é importante confiar na orientação proposta pelo médico e na possibilidade de levar uma vida como qualquer outro. A pessoa com epilepsia não deve cultivar pensamentos negativos em relação à doença, pois isto contribui negativamente, favorecendo a exclusão social, a insegurança e a baixa autoestima.
Conheça a fundo – Caminhar em direção ao conhecimento  e ao acolhimento dos pacientes é uma atitude importante que deve ser tomada pela sociedade em geral. Uma visão mais ampla e clara sobre o outro e suas particularidades facilita a aceitação e reforça o respeito que deve existir entre as partes, promovendo um ambiente com menos preconceitos e estigmas.
Fonte: Maxpress